Economia
Toffoli decide lacrar provas da PF e causa preocupação
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que todo o material apreendido na investigação contra o banco Master deve ser lacrado e guardado no Supremo, pode representar risco de perda de provas importantes, afirmam investigadores com acesso ao caso.
Segundo esses investigadores, há receio especialmente em relação aos dados dos celulares e outros dispositivos eletrônicos recolhidos nas operações.
Normalmente, a Polícia Federal realiza a extração imediata dos dados para evitar perda de informações, danos aos aparelhos ou dificuldades causadas por bloqueios, senhas ou degradação dos arquivos digitais.
Nesta quarta-feira, a PF realizou a segunda etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes no banco. O empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, foi novamente alvo. Em novembro, ele foi preso na primeira fase da operação ao tentar viajar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Também nesta quarta, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na operação, foi detido ao tentar embarcar para Dubai, mas foi liberado em seguida.
Em despacho autorizando a operação, Toffoli ordenou que todos os materiais das duas fases sejam lacrados e mantidos no STF até nova ordem judicial. Isso inclui celulares, notebooks, documentos e outros itens apreendidos em 42 locais ligados aos investigados.
A Compliance Zero busca aprofundar as investigações sobre possíveis fraudes cometidas pelo Banco Master. Vorcaro voltou a ser investigado por suspeitas de crimes recentes.
Durante as buscas, a PF apreendeu carros, relógios de luxo, R$ 98 mil em dinheiro, um revólver, além de dispositivos eletrônicos e documentos essenciais para as apurações.
A Polícia Federal ainda não comentou oficialmente os efeitos da decisão de Toffoli sobre a perícia dos materiais recolhidos.

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