Economia
Três empresas brigam pelo leilão do Galeão com lance mínimo de quase R$ 1 bilhão
Três companhias estão competindo nesta segunda-feira no leilão de renovação da concessão do Aeroporto do Galeão, que é o terceiro mais movimentado do Brasil, atrás somente dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, ambos localizados em São Paulo. Além do atual operador RIOGaleão, participam a empresa espanhola Aena e a suíça Zurich.
O consórcio RIOGaleão é composto pela gestora brasileira Vinci Compass e pela operadora de Cingapura, Changi. Os lances serão revelados nesta tarde na B3, a bolsa de valores de São Paulo.
O lance inicial é de R$ 932 milhões, valor que deverá ser pago integralmente pelo vencedor no ato, e analistas prevêem uma disputa intensa entre os três concorrentes, acreditando que a decisão será feita por meio de lances em viva-voz. O governo projeta arrecadar R$ 1,5 bilhão com esta nova concessão. O contrato estipula que a concessionária vencedora gerencie totalmente o aeroporto, substituindo a participação da Infraero, que atualmente detém 49% da concessão. O contrato terá validade até 2039.
Esse novo leilão do Galeão decorre de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que optou por realizar um novo certame com regras atualizadas em vez da devolução do aeroporto ao governo pela concessionária atual. O intuito é reequilibrar financeiramente o contrato original.
Contrato atualizado
Entre as principais mudanças do novo contrato está a substituição das taxas fixas por uma contribuição variável correspondente a 20% do faturamento bruto, o que reduz o impacto financeiro inicial para a concessionária vencedora. Também foi retirado o compromisso de construir uma nova pista, eliminando assim a necessidade de investimentos elevados e alinhando a operação à demanda atual.
No ano anterior, o Galeão atingiu seu recorde de passageiros, transportando 17,5 milhões de pessoas. No entanto, sua capacidade máxima é superior a 30 milhões de passageiros por ano, indicando potencial para crescimento.
O contrato prevê ainda compensações financeiras caso o Aeroporto Santos Dumont ultrapasse determinados limites de voos, ressaltando a importância do Galeão como ponto de conexão internacional. Além disso, processos judiciais bilionários entre a concessionária e a União serão encerrados, garantindo estabilidade e segurança para o novo administrador ou para a permanência dos atuais gestores (Changi e Vinci).
A concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, popularmente conhecido como Galeão, foi inicialmente leiloada em 2013, em um período de otimismo com o turismo no Rio de Janeiro, antes dos grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Contudo, enfrentou desafios devido à crise econômica e recessão iniciada em 2014.
Após o impacto da pandemia no setor aéreo global, o mercado está em recuperação. No último ano, o Galeão firmou-se como o terceiro aeroporto mais movimentado do país. A recente decisão da companhia aérea Gol de estabelecer seu hub internacional no Galeão a partir do segundo semestre deste ano, com voos para destinos como Nova York, Paris, Lisboa e Orlando, é um fator que deve impulsionar ainda mais o tráfego no terminal.


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