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Tribunal e Ministério Público de Contas: imparcialidade técnica na análise de denúncias
O Ministério Público de Contas (MPC) e o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) iniciaram 2026 com o compromisso de afastar qualquer suspeita de parcialidade político-partidária na avaliação das denúncias que chegam rotineiramente às instituições.
Em ano eleitoral, o desafio de manter a decisão estritamente técnica, dissociada de interesses políticos, se torna ainda mais relevante. Em entrevista à Rádio Folha, Ricardo Alexandre, procurador-geral do MPC, destacou essa preocupação.
“O Tribunal e o Ministério de Contas têm se empenhado para evitar serem usados como ferramentas dentro do processo eleitoral”, enfatizou. O número de denúncias normalmente cresce nas proximidades das eleições, e ambos os órgãos procuram não misturar pautas, seja para evitar danos à reputação de pessoas ou proteger indivíduos.
A desconfiança pública quanto a possíveis favorecimentos é compreensível, pois alguns membros do MPC e do TCE possuem vínculos políticos ou já ocuparam cargos públicos.
O maior desafio dessas entidades, autônomas mas trabalhando em conjunto, é garantir uma avaliação imparcial.
“Estamos abertos a receber denúncias e realizar análises com o máximo de técnica possível. O essencial é garantir clareza e segurança para que a sociedade tenha certeza de que todos os processos receberão tratamento equitativo”, explicou.
Esse cuidado não visa apenas preservar a imagem das equipes, mas evitar acusações injustas ou a proteção indevida de culpados.
“Se presumirmos que todo político é corrupto, deveremos fechar as portas do país. É essencial manter a esperança”, concluiu.

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