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Trump adia ultimato e G7 discute situação no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu postergar por 10 dias seu ultimato para ataques contra as instalações de energia do Irã, ressaltando progressos nas negociações para pôr fim à guerra. Apesar disso, Teerã sofreu grandes bombardeios realizados por Israel nesta sexta-feira (27).

A guerra no Oriente Médio e seu impacto econômico global foram temas centrais na reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, realizada nesta sexta-feira na abadia de Vaux-de-Cernay, perto de Paris, com a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Em sua primeira viagem ao exterior desde o início da intervenção israelense-americana contra o Irã, em 28 de fevereiro, Rubio deve enfrentar questionamentos dos colegas sobre a estratégia dos EUA no conflito, que completará um mês no sábado.

Rubio solicitou aos ministros da Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão que auxiliem Washington a reabrir o Estreito de Ormuz.

O presidente Trump havia ameaçado atacar as centrais elétricas do Irã para garantir a passagem pela rota marítima essencial ao comércio global de hidrocarbonetos.

No entanto, atendendo a um pedido do governo iraniano, ele adiou o ultimato para a segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h00 (horário de Washington, 21h00 de Brasília), conforme anunciado na plataforma Truth Social.

Mesmo com o adiamento, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril Brent do Mar do Norte, referência internacional, chegou a ser negociado a 110 dólares, enquanto o barril WTI, da referência americana, aproximou-se dos 100 dólares.

Trump destacou que o Irã permitiu a passagem de 10 navios pelo Estreito de Ormuz, como demonstração do avanço nas negociações bilaterais.

Durante a cúpula do G7, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, acusou o Irã de usar a economia mundial como refém, referindo-se ao bloqueio na passagem marítima.

Guardas Revolucionários alertam civis

Nos últimos dias, o presidente americano alternou entre ameaças de ataques mais fortes ao Irã e declarações de que o conflito será breve.

“As conversas continuam e, apesar das notícias falsas, estão indo muito bem”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã está mais disposto a negociar o fim da guerra.

Por sua vez, Teerã evita o termo “negociações”, mas, segundo fonte anônima citada pela agência Tasnim, já enviou uma resposta oficial ao plano de 15 pontos proposto por Washington para encerrar os confrontos.

O Irã estabeleceu condições para o cessar-fogo e aguarda retorno.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária, força ideológica da República Islâmica, anunciou ataques com mísseis e drones contra alvos militares e do setor energético em Israel e países do Golfo, onde há bases americanas.

A Guarda solicitou que civis mantenham distância desses locais.

O porta-voz das Forças Armadas iranianas declarou que hotéis no Oriente Médio que hospedam militares americanos passarão a ser considerados alvos no conflito.

Ataques em Teerã e região

No sábado (28), o conflito completa um mês. A guerra se espalhou por todo o Oriente Médio, aumentando preocupações sobre o impacto na economia global e no fornecimento de petróleo e gás.

Embora Washington busque uma solução diplomática, Israel demonstrou sua intenção de intensificar a ofensiva com ataques nesta sexta-feira na capital iraniana e nos arredores ao sul de Beirute.

O Exército israelense afirmou ter realizado ataques em grande escala contra infraestruturas em Teerã.

Explosões também foram ouvidas no sul de Beirute, capital do Líbano, considerada base do grupo islâmico pró-iraniano Hezbollah.

O Líbano entrou no conflito em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, ocorrida no primeiro dia do conflito.

Desde então, mais de 1.100 pessoas morreram e cerca de 2 milhões foram deslocadas, conforme autoridades libanesas.

Israel não comentou as negociações de paz mediadas pelo Paquistão e mantidas por Washington com o Irã.

A estratégia do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de combater simultaneamente no Irã e no Líbano enfrenta críticas internas. O líder da oposição, Yair Lapid, considerou o combate “sem estratégia, recursos adequados ou número suficiente de soldados”.

A porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Effie Defrin, comunicou na noite de quinta-feira que o Exército está mobilizando forças adicionais para o conflito.

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