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Trump cancela ataques à Venezuela após liberação de presos políticos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última sexta-feira (9) que desistiu de realizar uma segunda rodada de ofensivas contra a Venezuela. Essa decisão ocorreu após o governo venezuelano libertar um número significativo de presos políticos, o que sinaliza um esforço pela paz entre as nações.

Em 3 de janeiro, os EUA executaram ataques em grande escala contra Caracas e outras regiões do país, resultando na captura e destituição do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram enviados a Nova York para enfrentar acusações relacionadas ao tráfico de drogas e terrorismo.

Donald Trump destacou, em sua rede social Truth Social, que a Venezuela está libertando muitos presos políticos como um gesto de boa vontade. Em agradecimento a essa cooperação, ele decidiu cancelar a segunda sequência de ataques planejada.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, confirmou a liberação iminente de diversos detidos por motivos políticos. Entre os libertados recentemente estão cinco espanhóis, incluindo a ativista de direitos humanos Rocío San Miguel. Este grupo deve chegar à Espanha ainda nesta sexta-feira.

Além disso, o ex-candidato presidencial Enrique Márquez e o ex-deputado Biagio Pilieri, aliado da líder opositora e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, também foram libertados recentemente. Márquez, que esteve detido por um ano, declarou, emocionado, que tudo já terminou.

A liberação dos detentos ocorre sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após os ataques americanos. Familiares dos presos permanecem na expectativa, aguardando informações sobre seus entes queridos, enquanto dentro das prisões a comunicação é proibida e punida severamente.

O papa Leão XIV expressou séria preocupação com a escalada de tensões na região do Caribe e no litoral do Pacífico, pedindo respeito à vontade do povo venezuelano e a preservação dos direitos humanos e civis.

Donald Trump também anunciou que vai receber María Corina Machado em breve, a qual se ofereceu para entregar-lhe seu Prêmio Nobel, embora o Instituto Nobel tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido ou revogado.

Em termos econômicos, o presidente americano prometeu que as grandes petroleiras investirão pelo menos 100 bilhões de dólares na Venezuela, buscando a reconstrução da infraestrutura do setor petrolífero e de gás, que está prejudicada devido às sanções impostas desde 2019.

Por sua vez, Delcy Rodríguez negou que seu governo esteja sob controle externo, reafirmando seu compromisso e lealdade a Nicolás Maduro. Segundo ela, durante os ataques americanos houve resistência e combate, sem rendição.

As agressões dos EUA resultaram em aproximadamente cem mortes, de acordo com o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello.

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