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Trump cancela lei importante contra mudança do clima nos EUA
O presidente Donald Trump anulou nesta quinta-feira (12) uma norma fundamental para o controle das emissões de gases que causam o efeito estufa nos Estados Unidos, uma mudança drástica que gerou forte oposição de cientistas e ativistas ambientais.
Essa alteração, que provavelmente será disputada judicialmente, representa um grande retrocesso na luta contra o aquecimento global no maior emissor histórico de substâncias poluentes do mundo.
Essa norma, conhecida como ‘constatação de perigo’, embasava diversas restrições ambientais baseadas no reconhecimento de que a mudança climática causada por gases de efeito estufa é uma ameaça séria.
“Essa decisão não estava fundamentada em fatos ou na lei”, declarou Trump ao anunciar a medida na Casa Branca.
A revogação desobriga a indústria automotiva de seguir padrões rigorosos para controlar a emissão de poluentes.
Trump e o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, destacaram que, graças às regras atuais, os carros americanos desligam seus motores quando parados em semáforos, algo que o governo afirmou ser desagradável para os consumidores.
De acordo com a administração republicana, essa decisão trará uma economia de 1,3 trilhão de dólares (equivalente a R$ 6,7 trilhões) aos cidadãos americanos.
Originalmente estabelecida em 2009 pela EPA, durante o governo do democrata Barack Obama, a norma tratava seis gases de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono e metano, como poluentes que afetam a saúde pública e deveriam ser regulamentados.
Trump, defensor das indústrias de petróleo e carvão, tem revertido políticas ambientais desde que voltou ao poder em janeiro de 2025, adotando medidas favoráveis aos combustíveis fósseis.
A proposta de anular a norma de 2009, anunciada em julho, gerou forte reação negativa de cientistas e organizações ambientais, que enfatizaram a clareza das evidências científicas sobre as mudanças climáticas causadas pelo homem.
Trump também retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, marcado pela colaboração internacional para reduzir o aquecimento global.
Após a revogação, o ex-presidente Obama afirmou que os americanos enfrentarão condições menos seguras e saudáveis.
O governo atual argumenta que os gases de efeito estufa não devem ser classificados como poluentes tradicionais, pois seus impactos na saúde são indiretos e de âmbito global, minimizando o papel humano nas mudanças climáticas.
Esse tema poderá desencadear longas disputas legais, possivelmente chegando até a Suprema Corte dos EUA.
Os especialistas em clima confirmaram que 2025 foi o terceiro ano mais quente registrado na Terra, evidenciando os impactos do desequilíbrio climático nos EUA e no planeta.
Apesar dessas evidências, o avanço no combate aos gases de efeito estufa tem sido lento nos países desenvolvidos, devido à insuficiência de investimentos em tecnologias sustentáveis.

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