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Trump convida Petro à Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, para uma visita à Casa Branca durante sua primeira conversa telefônica. O diálogo ocorreu em um contexto de tensão crescente, com ameaças de possíveis ações militares americanas na Colômbia.
Após um período de troca de acusações e aumento da pressão, ambos os líderes suavizaram o discurso.
Donald Trump expressou sua satisfação pelo contato, dizendo: “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que me ligou para discutir a situação relacionada às drogas e outras divergências. Agradeci sua ligação e seu tom, e espero encontrar-me com ele em breve.”
Ele também mencionou que acordos estão sendo realizados entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chanceler colombiano, preparando o encontro na Casa Branca.
Na mesma quarta-feira, Petro convocou manifestações no país contra as ameaças feitas por Trump. O presidente americano o acusou, sem apresentar provas, de liderar o narcotráfico e afirmou que não hesitaria em realizar uma operação militar na Colômbia, similar à ocorrida na Venezuela.
Depois do telefonema que durou aproximadamente uma hora, o líder colombiano revelou que inicialmente planejava um discurso mais contundente, mas preferiu uma postura mais moderada.
Gustavo Petro afirmou ter pedido a Donald Trump que restabeleçam o contato direto entre as chancelarias e os presidentes dos dois países.
Durante a conversa, eles trataram assuntos como o tráfico de drogas e a situação na Venezuela, especialmente após o ataque que resultou na captura de Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos.
Embora ainda não tenha sido definida uma data para o encontro, Petro garantiu que comparecerá.
O presidente colombiano também mencionou que houve tentativas de convencimento a Trump de que ele era o principal responsável pela produção de cocaína, mas ressaltou que o americano não é ingênuo.
Os dois líderes possuem visões divergentes sobre narcotráfico, tarifas e imigração, e a relação entre a Colômbia e os Estados Unidos, apesar de histórica e aliada em âmbito militar e econômico, vive um momento delicado.

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