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Trump demite chefe das estatísticas de emprego

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (1º) a demissão de uma funcionária que ele acusa de manipular os dados de emprego após a divulgação de números oficiais que indicaram uma redução nas contratações.
Donald Trump publicou em sua rede social Truth Social que a elaboração dos números de emprego estava a cargo de uma pessoa nomeada por Biden, a doutora Erika McEntarfer, comissária de estatísticas trabalhistas, que teria adulterado os dados antes das eleições para favorecer Kamala Harris.
O presidente ordenou que sua equipe demita imediatamente essa funcionária nomeada politicamente por Biden, destacando que informações tão importantes devem ser corretas e não distorcidas por interesses políticos.
O relatório mensal do emprego divulgado revelou uma situação mais preocupante do que o esperado no mercado de trabalho, com a criação de apenas 73 mil empregos em julho, conforme o Departamento do Trabalho. As revisões aos números de maio e junho reduziram os valores previstos para 19 mil e 14 mil respectivamente, sendo as menores desde a pandemia da covid-19, resultando em 258 mil empregos a menos do que o inicialmente informado.
A taxa de desemprego apresentou aumento leve, passando de 4,1% em junho para 4,2%.
Enquanto o governo americano sustenta que a economia está em plena expansão e espera o apoio do Federal Reserve (Fed) com cortes adicionais nas taxas de juros, o Fed decidiu manter a taxa sem mudanças pela quinta vez seguida, apesar da discordância de dois governadores, Michelle Bowman e Christopher Waller. Bowman defende que reduzir os juros protegeria a economia preventivamente, e Waller considera a postura do banco central excessivamente cautelosa.
Além disso, a governadora Adriana Kugler, indicada por Biden em 2023, anunciou sua renúncia para retornar ao ensino na Universidade de Georgetown.
Especialistas ficaram surpresos com a magnitude da revisão nos dados, mas aceitaram a precisão das novas estatísticas. A divulgação alterou as expectativas dos investidores, que agora consideram provável um corte nas taxas na reunião de setembro.
A economista Heather Long, do banco Navy Federal Credit Union, alerta para a urgência de esclarecer as incertezas, advertindo que a persistência da instabilidade dos juros pode resultar em demissões diante do cenário de baixa contratação.
Jamie Cox, do Harris Financial Group, prevê que o presidente do Fed, Jerome Powell, possa se arrepender da decisão recente de não alterar as taxas.

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