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Trump derruba Maduro e anuncia governo dos EUA na Venezuela
As forças armadas dos Estados Unidos capturaram no sábado, dia 3, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, levando-os para os EUA onde enfrentarão acusações criminais. Esta ação é o resultado de uma campanha prolongada liderada por Donald Trump para destituir o líder venezuelano.
O golpe, que encerra um regime de mais de 4.600 dias na Venezuela, foi acompanhado por bombardeios e explosões em instalações militares durante cerca de meia hora na madrugada. No mesmo dia, Maduro e Cilia já estavam detidos em solo americano.
Em coletiva, Trump anunciou que os EUA governarão a Venezuela até que uma transição política seja organizada, sem detalhar o processo. Ele também declarou a intenção de controlar as reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.
Não está claro se isso implica ocupação militar, porém Trump afirmou não temer a presença de tropas americanas em solo venezuelano, contrariando sua promessa de campanha.
Trump declarou: “Vamos explorar uma enorme riqueza no subsolo, que beneficiará o povo venezuelano e também os EUA como forma de retribuição pelos danos causados.”
Até o momento, não há sinais evidentes de tropas americanas no país, enquanto Caracas avalia os danos do ataque ao regime de Hugo Chávez, sucedido por Maduro.
Inicialmente, Trump afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, teve contato com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que teria manifestado cooperação, mas ela negou essa intenção publicamente, reafirmando que “só existe um presidente neste país, e ele se chama Nicolás Maduro Moros”.
O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, condenou os ataques e anunciou mobilização total das forças militares para defender o país, enquanto o ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu calma à população.
Transição de Poder
Segundo a Constituição da Venezuela, caso Maduro caia, o poder passaria para Delcy Rodríguez, indicada por ele. Entretanto, os EUA não reconhecem Maduro como presidente legítimo, e a oposição aponta o político exilado Edmundo González Urrutia como líder legítimo. Trump descartou que a líder da oposição e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, assuma o poder, afirmando que ela não tem apoio interno. María Corina aprovou a operação e defendeu Urrutia.
Detalhes da Operação
A ação foi resultado de meses de planejamento e treinamento das forças americanas lideradas pelo general Dan Caine. A operação, chamada “Resolução Absoluta”, visou neutralizar Maduro com precisão, evitando erros graves.
Maduro e sua esposa foram capturados no maior complexo militar do país, o Forte Tiúna, que sofreu explosões e incêndios durante a operação. As Forças Especiais dos EUA usaram helicópteros para realizar a extração, que não resultou em baixas americanas, embora alguns agentes tenham se ferido.
Vídeos mostram helicópteros realizando voos sobre Caracas na madrugada, com múltiplas explosões, além de relatos de queda de energia em áreas próximas. O regime alegou que civis foram atingidos, informação sem confirmação independente.
Extradition e Acusações
Maduro e Cilia Flores foram levados de helicóptero até o porta-aviões USS Iwo Jima e posteriormente transferidos para Nova York, onde foram apresentados algemados a autoridades. Um juiz federal formalizou acusações graves contra o casal, incluindo narcoterrorismo e tráfico de drogas, associando-os ao grupo conhecido como Cartel de los Soles, embora análises recentes contestem a existência dessa organização.
Trump havia antecipado ações militares e operações secretas no país, afirmando que os dias do governo Maduro estavam contados. A frota militar americana no Caribe já havia realizado ataques contra embarcações ligadas ao regime, refletindo a intensificação da pressão dos EUA.
Esta ação representa uma postura muito mais rígida do governo americano em relação à Venezuela, contrastando com o perdão concedido a antigos líderes envolvidos com narcotráfico, como o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández.

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