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Trump diz que Irã pediu trégua, mas Teerã nega
Donald Trump afirmou que o Irã solicitou um cessar-fogo, condicionando-o à abertura do Estreito de Ormuz, embora o governo iraniano tenha desmentido essa informação.
O anúncio foi feito na rede social Truth Social no mesmo dia em que Trump se preparava para discursar ao país. Uma autoridade da Casa Branca declarou que Trump reafirmaria que os Estados Unidos alcançaram seus objetivos e planeja encerrar a operação em poucas semanas.
Trump tem oscilado entre ameaças e sinais de negociação e indicou que a guerra poderia acabar em até três semanas, o que acalmou os mercados financeiros. Ele também declarou que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia solicitado um cessar-fogo, porém condicionou isso à liberação do Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o comércio mundial de energia, e seu bloqueio elevou os preços, pressionando Trump em ano eleitoral.
Horas depois, o Irã, por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Esmaeil Baqaei, negou que tenha feito tal pedido, classificando as notícias como falsas.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, milhares perderam a vida. Em retaliação, houve bombardeios iranianos contra países do Golfo e Israel, assim como confrontos no Líbano envolvendo o Hezbollah, grupo pró-iraniano.
A Guarda Revolucionária do Irã garantiu que manterá o Estreito de Ormuz fechado para inimigos e confirmou ter atacado um petroleiro no Golfo.
Apesar da vontade expressa pelo presidente iraniano de acabar com o conflito, ele exige garantias e compensações financeiras.
Novos bombardeios recentes danificaram o muro da antiga embaixada americana em Teerã, símbolo das tensões entre os países.
O comando militar iraniano declarou nova rodada de ataques com mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Golfo, embora não tenha havido relatos de danos diretos.
Uma reunião virtual será realizada em breve com cerca de 30 países para discutir a segurança no Estreito de Ormuz após o término das hostilidades.
A campanha continua
Esperanças de diminuição da tensão impulsionaram a recuperação dos mercados e a queda dos preços do petróleo, que voltaram a cerca de 100 dólares por barril.
No entanto, o impacto econômico do conflito persiste, com alertas sobre meses difíceis à frente.
Vários países do Golfo foram novamente alvos de ataques iranianos, resultando em vítimas e fechamento temporário de instituições importantes, como o Banco Nacional do Kuwait.
Israel continua respondendo com ataques de longo alcance na capital iraniana, causando danos materiais e feridos, segundo relatos da imprensa local.
Em Teerã, milhares participaram do funeral do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, gritando por vingança. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assegurou que a campanha militar ainda está em curso. O país sofre ataques de mísseis iranianos e grupos aliados, incluindo os huthis do Iêmen.
No Líbano, mais de mil pessoas foram vítimas da guerra entre Israel e o Hezbollah, que iniciou o conflito disparando mísseis para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou que o país pretende ocupar parte do sul do Líbano após o fim da guerra.


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