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Trump envia 2 mil paraquedistas ao Oriente Médio em ação militar extra, diz jornal
O Pentágono ordenou o deslocamento de aproximadamente 2 mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para o Oriente Médio, oferecendo assim ao presidente Trump opções militares adicionais, conforme informado por funcionários do Departamento de Defesa ao The New York Times.
Este movimento acontece em meio a relatos de uma proposta de cessar-fogo que teria sido apresentada pelos Estados Unidos ao Irã, via autoridades paquistanesas. Nesta quarta-feira, o conflito no Oriente Médio já alcança o seu 26º dia.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, declarou nas redes sociais que o Irã está acompanhando atentamente todas as movimentações dos EUA na região, notadamente o envio das tropas. Sua mensagem veio logo após a decisão do Pentágono de enviar cerca de 2.000 soldados americanos extras para a região.
“Não testem nossa determinação em proteger nossa terra”, afirmou Ghalibaf.
As forças destacadas fazem parte da “Força de Resposta Imediata” da divisão, uma brigada com cerca de 3 mil soldados preparados para serem mobilizados em até 18 horas para qualquer local do globo.
O contingente inclui o major-general Brandon R. Tegtmeier, comandante da divisão, membros de sua equipe e dois batalhões com cerca de 800 soldados cada. Mais tropas podem ser enviadas nos próximos dias.
Além dos cerca de 4.500 fuzileiros navais já a caminho, o total de tropas terrestres adicionais enviadas para a zona de conflito chega próximo de 7 mil, representando uma escalada no conflito. Estima-se que cerca de 50 mil soldados estejam envolvidos na operação global chamada Epic Fury, vindos de várias regiões, incluindo Oriente Médio, Europa e EUA.
Embora o destino exato dos paraquedistas não tenha sido revelado, autoridades indicam que eles podem ser posicionados em locais que permitam um ataque ao Irã, como a Ilha de Kharg, importante centro de exportação petrolífera do país no Golfo Pérsico, alvo de bombardeios recentes dos EUA.
Também são esperados reforços dos fuzileiros navais neste semana para a região, que poderão ser utilizados para tomar a referida ilha ou auxiliar na liberação do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã para a maior parte do tráfego comercial.
Por conta dos danos ao aeródromo da Ilha de Kharg, primeiro os fuzileiros navais deverão reparar a infraestrutura para que a Força Aérea possa iniciar o transporte de material e tropas. Assim, os paraquedistas poderão reforçar as tropas já presentes, embora não estejam equipados com veículos blindados para defesa contra possíveis contra-ataques.
Proposta americana de cessar-fogo
Segundo funcionários do Paquistão, o Irã recebeu uma proposta de cessar-fogo composta por 15 pontos, encaminhada pelos EUA, abordando temas como alívio das sanções, cooperação nuclear civil, limitação do programa nuclear, supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, restrições a mísseis e livre passagem no Estreito de Ormuz.
O Irã, por sua vez, alega não estar negociando com os EUA, e um porta-voz militar ironizou os esforços diplomáticos, afirmando que os americanos negociam apenas internamente.
Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, declarou em um vídeo transmitido pela televisão estatal:
“O poder estratégico de que tanto se falou tornou-se um fracasso. Se os EUA fossem realmente uma superpotência, já teriam saído dessa situação. Não tentem disfarçar essa derrota com um acordo. A era das promessas vazias acabou.”
Ele também questionou: “Estão negociando apenas entre si?”
A resposta do porta-voz foi dada logo após a entrega da proposta de cessar-fogo pelos EUA, via Paquistão.
“Desde o começo e para sempre, nossa mensagem permanece: nunca aceitaremos subordinação. Nem agora, nem no futuro.”
“A estabilidade regional é mantida pela força de nossas forças armadas. Estabilidade através da força.”
“Não aceitaremos retorno ao passado a não ser que a ideia de agir contra o Irã seja completamente eliminada das mentes corruptas.”


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