Mundo
Trump envia segundo porta-aviões para o Oriente Médio
Um segundo porta-aviões dos Estados Unidos será enviado ao Oriente Médio em breve, anunciou nesta sexta-feira (13) o presidente Donald Trump. Esta movimentação ocorre em meio a pressões crescentes sobre o Irã, após ameaças de consequências severas caso as negociações diplomáticas entre os dois países fracassem.
Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irã, convocou o povo iraniano para realizarem novos protestos, em paralelo com manifestações marcadas para sábado no exterior. Em janeiro, uma onda de protestos no Irã foi fortemente reprimida pelas autoridades.
Trump aumentou suas ameaças militares à república islâmica após a resposta das forças de segurança iranianas às manifestações do mês anterior, que resultaram em milhares de mortos, conforme relatos de grupos de direitos humanos.
Nos últimos dias, Trump reforçou a pressão sobre Teerã para que se chegue a um acordo, principalmente em relação ao programa nuclear iraniano. Embora o diálogo entre os países tenha sido retomado em 6 de fevereiro, em Omã, o futuro dessas conversas ainda é incerto.
O presidente declarou: “É necessário alcançar um acordo, caso contrário será muito difícil para o Irã”. Questionado sobre o envio do porta-aviões USS Gerald Ford para a região, ele respondeu que a embarcação partirá em breve e que será necessária caso um entendimento não seja firmado.
Este mesmo porta-aviões foi mobilizado anteriormente no Caribe na operação que culminou na captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, na Venezuela. O USS Abraham Lincoln já se encontra na área do Golfo desde janeiro.
Sem um acordo, Trump afirmou que passará para uma “segunda fase”, que será rigorosa para o Irã, lembrando bombardeios realizados anteriormente por parte dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas durante um conflito de 12 dias iniciado por Israel em junho passado.
As autoridades americanas não especificaram quais alvos poderiam ser atacados e as reais intenções em relação aos líderes iranianos permanecem desconhecidas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou seu ceticismo sobre qualquer acordo com o Irã e destacou que um pacto deve igualmente abordar os mísseis balísticos iranianos e o apoio do Irã a grupos armados na região, como o Hamas, os rebeldes huthis no Iêmen e o Hezbollah no Líbano.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que um entendimento entre a AIEA e o Irã sobre inspeções nucleares é possível, porém muito desafiador, especialmente porque o Irã se recusou em novembro a permitir inspeções em vários locais bombardeados em junho.
Reza Pahlavi resides nos Estados Unidos e desde a Revolução Islâmica de 1979 não retornou ao Irã. Ele convocou manifestações em Munique, Toronto e Los Angeles para exigir ações internacionais contra o regime iraniano, estimulando o povo a expressar sua insatisfação de dentro de suas casas.
Recentemente, moradores do Irã protestaram às vésperas do 47º aniversário da revolução, clamando contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo a ONG HRANA, mais de 7 mil pessoas perderam a vida durante os protestos de janeiro, com mais de 53 mil detidos, incluindo líderes reformistas.
Alguns líderes reformistas, como Azar Mansouri, principal representante da coalizão reformista, foram liberados sob fiança recentemente.
As autoridades iranianas afirmam que mais de 3 mil pessoas morreram durante as manifestações, sendo maioria agentes de segurança ou civis mortos por grupos chamados de “terroristas” a serviço de Israel e dos Estados Unidos.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login