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Trump exige desarmamento imediato do Hamas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o movimento Hamas avance para um desarmamento completo e imediato, como parte do plano de reconstrução após o conflito em Gaza, anunciando também um compromisso financeiro de 5 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 26,17 bilhões) destinado à reconstrução da região.

Donald Trump destacou em sua publicação na plataforma Truth Social neste domingo (15) a importância do Hamas cumprir o compromisso de desarmamento total e instantâneo.

Esse desarmamento é essencial para a segunda etapa do acordo de cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos e firmado em outubro entre Israel e o Hamas, que busca encerrar a guerra iniciada pelo ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023.

O plano aprovado pela Organização das Nações Unidas em novembro prevê a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e o desarmamento do Hamas, com a intervenção de uma força internacional para garantir a estabilidade e segurança na região.

Embora o Hamas tenha reiterado que se desarmar é uma condição inegociável, indicou que poderia considerar transferir suas armas para uma futura autoridade palestina que passe a governar Gaza.

As duas partes continuam a trocar acusações diárias de violações do cessar-fogo.

Criado inicialmente para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, o órgão denominado Conselho de Paz pode exercer funções além do território palestino, segundo Trump.

A reunião inaugural do Conselho de Paz ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e uma nova reunião está marcada para quinta-feira na capital dos EUA.

Donald Trump anunciou que o compromisso financeiro dos 5 bilhões de dólares será formalmente divulgado nesta próxima reunião, assim como a participação de milhares de integrantes na Força Internacional de Estabilização e na Polícia Local para preservar a segurança e tranquilidade dos moradores de Gaza.

Foi solicitada a contribuição de 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,23 bilhões) dos países membros para se tornarem integrantes permanentes desse Conselho, que também gerou controvérsias, especialmente com o convite ao presidente russo Vladimir Putin, cujo país está em conflito com a Ucrânia desde 2022. Essa decisão provocou reservas em aliados estratégicos dos EUA, como França e Reino Unido.

Trump ressaltou que o órgão atuará em colaboração com a Organização das Nações Unidas, afirmando que o Conselho de Paz será um dos organismos internacionais de maior influência da história.

Além disso, foi criado um comitê técnico palestino para assumir a administração da devastada Faixa de Gaza, parte fundamental do acordo para manutenção da ordem e reconstrução na região.

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