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Trump pede para esquecer escândalo Epstein
O presidente Donald Trump solicitou aos cidadãos americanos que deixem para trás o escândalo relacionado a Jeffrey Epstein, especialmente após a revelação de documentos que desencadearam investigações contra um político britânico influente e levantaram questionamentos sobre outras personalidades mencionadas nos arquivos.
O ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, renunciou à Câmara dos Lordes após acusações de que teria repassado informações sigilosas a Epstein. A polícia do Reino Unido anunciou que está investigando Mandelson por supostos crimes de má conduta em cargo público.
Nos Estados Unidos, as repercussões continuam, com o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton convocados a depor no Congresso no final de fevereiro para falar sobre suas conexões com Epstein.
Trump reafirmou sua inocência após a divulgação dos documentos, afirmando que não há evidências contra ele e que o país deveria focar em questões mais importantes, como a saúde pública.
Sobre os Clinton, Trump comentou que a situação é um problema do Partido Democrata, e não do seu partido, o Republicano. Nenhum deles foi formalmente acusado de envolvimento em crimes relacionados a Epstein.
Depoimentos no Congresso
Bill Clinton está agendado para depor no dia 27 de fevereiro e Hillary Clinton, no dia anterior. O Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes quer esclarecer a amizade de Bill Clinton com Epstein e o que Hillary sabe sobre essa relação.
“Ninguém está acima da lei, incluindo os Clinton”, declarou o presidente republicano do comitê, James Comer. O casal Clinton havia resistido inicialmente, mas decidiu colaborar após a Câmara dos Representantes iniciar um processo por obstrução.
Divulgação de nomes e imagens
Os nomes das possíveis vítimas de Epstein, que deveriam ser protegidos, foram divulgados, assim como fotografias e outras informações pessoais.
Um pedido judicial para restringir o acesso aos documentos foi visto, mas a audiência foi cancelada porque as partes entraram em acordo sobre a privacidade.
Algumas personalidades emergiram novamente dos arquivos, como o linguista americano Noam Chomsky, que em 2019 manifestou solidariedade a Epstein devido à cobertura negativa da imprensa, e o ex-príncipe britânico Andrew, também chamado Andrew Mountbatten-Windsor, que foi fotografado e teve seus e-mails mencionados nos documentos. Ele deixou recentemente sua residência de luxo em Windsor.
Além disso, houve a criação de imagens falsas por meio de inteligência artificial imortalizando figuras políticas com Epstein, como a líder venezuelana María Corina Machado e o prefeito de Nova York Zohran Mamdani, alertaram especialistas.

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