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Trump planeja cancelar regras climáticas nos EUA
O presidente Donald Trump pretende cancelar nesta quinta-feira (12) uma norma fundamental para o controle das emissões de gases que causam o efeito estufa nos Estados Unidos, em uma mudança radical que tem enfrentado forte oposição de cientistas e ambientalistas.
Essa alteração, que provavelmente será questionada na Justiça, representará um grande revés para as ações ambientais do país, que é o principal emissor histórico desses poluentes.
“Esta será a maior ação de afrouxamento das regulamentações na história dos Estados Unidos e economizará ao povo americano 1,3 trilhão de dólares (R$ 6,80 trilhões) em regras consideradas sufocantes”, declarou na terça-feira (10) a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Trump deverá fazer o anúncio ao lado de Lee Zeldin, diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), nesta quinta-feira.
Conhecido como “Determinação de Periculosidade”, o texto básico foi aprovado em 2009 pela EPA, durante o governo do democrata Barack Obama.
Este documento indica que seis gases que causam o efeito estufa — como o dióxido de carbono e o metano — são nocivos à saúde, classificando-os como poluentes regulados pela agência governamental.
Baseado nesse texto, foram criadas diversas normas para limitar a emissão desses gases, incluindo regras para caminhões e carros.
Ao revogar essa norma, a EPA perderá a base legal para manter essas regras, facilitando sua retirada pelo governo Trump.
Espera-se ainda que o anúncio inclua o cancelamento das normas sobre a emissão de gases por automóveis.
Defensor das indústrias do petróleo e do carvão, Trump tem recuado nas políticas ambientais desde que retornou ao poder em janeiro de 2025, adotando diversas medidas para favorecer os combustíveis fósseis.
O anúncio da intenção de revogar a norma de 2009, feita em julho, causou revolta entre muitos cientistas e grupos ambientais.
Mais de 1.000 especialistas afirmaram em uma carta pública que as provas científicas sobre o impacto humano nas mudanças climáticas e seus efeitos eram claras em 2009 e, desde então, ficaram ainda mais evidentes e preocupantes.

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