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Trump pressiona Irã e pede acordo nuclear após reunião com Netanyahu

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que insistiu na continuidade das conversas com o Irã sobre seu programa nuclear e fez novas ameaças ao país caso não seja alcançado um acordo. A declaração foi dada após encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Em mensagem na Truth Social, Trump destacou que o encontro foi “muito positivo” e ressaltou a forte parceria entre os dois países. Segundo ele, “nenhum acordo definitivo foi fechado, mas eu insisti para que as negociações com o Irã continuem para tentar um entendimento”. Ele declarou que um acordo seria desejável, porém alertou: “Se não for possível, teremos que aguardar as consequências”.

O presidente americano também mencionou operações militares anteriores. “Na última vez, o Irã optou por não fechar acordo e sofreu o golpe chamado ‘Martelo da Meia-Noite’ – que não teve bons resultados para eles”, escreveu, esperando que desta vez o governo iraniano seja mais sensato e responsável. A operação “Martelo” refere-se aos ataques aéreos realizados pelos EUA no ano passado contra instalações nucleares no Irã.

Antes do conflito do ano passado, o Irã estava enriquecendo urânio a níveis próximos aos usados em armas (60% de pureza), o que gerou preocupações globais, segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

Essas declarações acontecem em meio aos esforços para retomar negociações indiretas entre Washington e Teerã, com a mediação de Omã, após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã ocorrida em junho do ano passado. Antes do encontro, Netanyahu indicou que defenderia novas exigências ao Irã, como restrições ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

Trump tem alternado gestos pró-diálogo com duras advertências, dizendo que as consequências serão sérias caso o Irã não aceite limites ao seu programa nuclear. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou recentemente que o país prefere a diplomacia, mas está “mais preparado do que nunca” para um possível confronto militar, não aceitando um “enriquecimento zero” e prometendo responder com ataques a bases americanas na região caso seja atacado.

Na mesma postagem, o presidente dos EUA afirmou que, com Netanyahu, discutiu os importantes avanços realizados em Gaza e na região, ressaltando que atualmente há realmente um cenário de paz no Oriente Médio.

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