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Trump quer comprar Groenlândia e pede negociações já, sem usar força

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou nesta quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, que sejam iniciadas negociações imediatas para a compra da Groenlândia. Ele garantiu que não pretende utilizar a força para adquirir o território autônomo da Dinamarca, país aliado da Otan.

“Apenas os Estados Unidos podem proteger essa imensa região, essa grande massa de gelo, desenvolvê-la e aprimorá-la”, declarou o republicano durante o evento que reúne a elite político-econômica mundial.

Apesar da Dinamarca afirmar que a Groenlândia não está à venda, Trump defendeu a urgência dessas negociações e reiterou que não recorrerá à força militar para tomar a ilha do Ártico.

Além da Groenlândia, o presidente americano comentou sobre a situação na Venezuela, ressaltando que seus líderes demonstraram grande disposição para dialogar com Washington após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, acusado de narcotráfico e que será julgado nos Estados Unidos.

“Os governantes da Venezuela têm se mostrado muito competentes e preparados”, afirmou. “A Venezuela deve aumentar significativamente sua receita petrolífera nos próximos seis meses em comparação com as últimas duas décadas”, completou Trump.

Em resposta à postura agressiva do líder americano, autoridades europeias reunidas na Suíça manifestaram oposição. O presidente francês, Emmanuel Macron, comprometeu-se a enfrentar os comportamentos intimidador e a União Europeia prometeu uma resposta firme.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que o continente precisa abandonar a sua prudência habitual diante de um mundo onde prevalece a força bruta.

Mark Rutte, secretário-geral da Otan, adotou tom conciliador ao recomendar uma diplomacia equilibrada para lidar com as tensões relacionadas ao futuro da Groenlândia, destacando que este é o único caminho possível.

Um executivo da empresa Meta avaliou que seria prejudicial para a União Europeia retaliar as grandes empresas de tecnologia americanas em resposta à ameaça de tarifas por parte dos EUA contra países que se opuserem a uma eventual anexação da Groenlândia.

Trump defende que a Groenlândia, rica em recursos minerais, é fundamental para a segurança dos Estados Unidos e da Otan diante da concorrência estratégica com China e Rússia no Ártico, cuja camada de gelo está diminuindo.

Ele também ameaçou impor tarifas de até 25% a oito países europeus que apoiam a Dinamarca, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.

Por sua vez, o presidente francês Macron considerou inaceitáveis as ameaças de tarifas e alertou contra qualquer tentativa dos Estados Unidos de subjugar a Europa. A França solicitou a realização de exercícios militares da Otan na Groenlândia e se colocou à disposição para colaborar.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, recebeu apoio do público ao afirmar que o Canadá apoia firmemente a Groenlândia e a Dinamarca, buscando reduzir sua dependência dos Estados Unidos, especialmente após o pedido de Trump para que o país se tornasse o 51º estado americano.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertou seus habitantes de que, embora improvável, não se pode descartar o uso da força militar americana na ilha.

Já o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, afirmou que qualquer ação dos EUA contra um aliado representaria o fim da Otan.

Nos próximos dias, Trump deve anunciar a criação do “Conselho de Paz”, uma instituição para resolver conflitos internacionais que contará com um orçamento permanente de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões). Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, o conselho é planejado para atuar globalmente, podendo concorrer com a ONU.

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