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Trump quer enviar exército para controlar protestos em Minneapolis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (15) a possibilidade de mobilizar as forças armadas para conter os protestos em Minneapolis, que cresceram após um oficial do ICE ter ferido um homem na véspera.
A cidade de Minneapolis, em Minnesota, tem sido palco de manifestações contra ações de combate à imigração ilegal desde a semana passada, motivadas pela morte de uma mulher americana de 37 anos em um confronto com um agente do ICE.
A situação agravou-se quando um agente do ICE disparou contra um venezuelano na quarta-feira. Trump declarou nas redes sociais que, caso as autoridades locais não mantenham a ordem, ele aplicará a Lei da Insurreição, autorizando o uso das Forças Armadas no território nacional.
Autoridades municipais apelaram pela tranquilidade, enquanto o chefe de polícia Brian O’Hara explicou que o ferimento ocorreu durante uma luta envolvendo o agente e o venezuelano, que foi baleado na perna, sem risco de vida, e encaminhado para atendimento hospitalar.
Este episódio acontece após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE durante uma operação em Minneapolis. Desde sua volta à presidência em 2025, Trump intensificou as deportações de imigrantes irregulares, cumprindo uma de suas promessas de campanha.
As autoridades locais pedem a saída imediata do ICE da cidade e do estado. O clima tenso levou manifestantes a se aglomerarem e a lançar fogos de artifício contra os agentes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, ressaltou que a decisão de invocar a Lei da Insurreição cabe ao presidente.
Em comunicado, o Departamento de Segurança Interna informou que o venezuelano resistiu à prisão e atacou agentes, o que resultou no disparo defensivo do agente do ICE.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação do ICE e da Patrulha de Fronteira, afirmando que a situação está insustentável e que essa não é a direção correta para o país.
O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou a interferência do governo federal e pediu uma redução das tensões, solicitando também que os cidadãos gravem quaisquer interações com os agentes e exijam o fim da operação.
Stephen Miller, conselheiro de segurança nacional de Trump, acusou líderes locais de estimular a violência, enquanto a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, responsabilizou a imprensa pelos conflitos.
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores do México solicitou uma investigação sobre a morte de um cidadão mexicano sob custódia de agentes de imigração na Geórgia, demonstrando que as preocupações com as táticas do ICE vão além de Minneapolis.

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