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Trump quer influenciar escolha do novo líder do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que gostaria de ter participação na seleção do próximo líder supremo do Irã após o falecimento do aiatolá Ali Khamenei. Trump declarou que o filho de Khamenei não é uma opção aceitável para liderar o país.
Em entrevista ao site Axios, Trump comparou a situação à da Venezuela, mencionando a presidente interina Delcy Rodríguez e ressaltando sua intenção de atuar no processo de nomeação, assim como ocorreu na Venezuela.
Trump também indicou que, sem um líder favorável a Washington, os Estados Unidos possivelmente entrarão em conflito com o Irã nos próximos cinco anos.
“O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irã”, destacou o presidente norte-americano.
Embora não esteja claro como Trump poderia influenciar a escolha do novo líder supremo, essa decisão é tradicionalmente tomada por uma assembleia de clérigos xiitas, muitos dos quais são contrários aos EUA. Essa declaração sugere uma possível disposição em colaborar com figuras internas do Irã em vez de buscar a substituição do governo atual.
O filho do antigo xá, Reza Pahlavi, propôs retornar ao Irã como líder de transição antes da elaboração de uma nova constituição democrática e secular. Ele afirmou que qualquer novo líder supremo eleito no regime atual seria ilegítimo.
Ali Khamenei governou o Irã desde 1989 com políticas rígidas que incluíram repressão interna e confronto com países vizinhos. Ele faleceu sábado passado em um ataque conjunto dos EUA e Israel, dando início à hostilidade aberta entre esses aliados e o regime iraniano.
O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é visto como um dos candidatos potenciais para suceder o pai, que foi o segundo líder supremo após o líder da revolução, aiatolá Ruhollah Khomeini.

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