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Trump quer participar da escolha do líder do Irã

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Donald Trump afirmou na quinta-feira, dia 5, que deseja intervir na nomeação do futuro líder supremo do Irã, comparando a situação à escolha da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA.

O aiatolá Ali Khamenei foi morto no sábado, 28, em ataques realizados por forças dos EUA e Israel contra a liderança iraniana. A imprensa do Irã relatou que a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba, filho de Khamenei, como o próximo líder supremo. A notícia foi divulgada pela emissora Iran International, sediada em Londres.

Trump declarou que seria inaceitável que o filho do aiatolá assumisse o cargo, afirmando: “O filho de Khamenei é fraco. Eu preciso estar envolvido na escolha, como aconteceu com Delcy“.

Na terça-feira, 3, os Estados Unidos e Israel bombardearam o prédio da assembleia na cidade sagrada de Qom, onde 88 aiatolás estavam programados para decidir o sucessor de Khamenei. Segundo a agência Fars, o prédio estava vazio durante o ataque.

Trump comentou ainda que muitos dos candidatos que consideravam já teriam morrido e que há um terceiro grupo de possíveis sucessores, que também pode não estar vivo.

Ele descartou a indicação de Reza Pahlevi, filho do xá derrubado em 1979, e comentou que uma pessoa do interior do regime seria a melhor escolha, alguém popular e presente atualmente.

O jornal New York Times informou que a nomeação de Mojtaba foi considerada, mas abandonada por medo de ataques dos EUA e Israel.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é clérigo xiita e serviu no exército iraniano durante a Guerra Irã-Iraque. Ele esteve envolvido na repressão dos protestos de 2009, liderando uma milícia paramilitar.

Mojtaba já era visto como possível sucessor antes da guerra atual no Oriente Médio. Seu pai, Ali Khamenei, assumiu o posto de líder supremo em 1989 após a Revolução Islâmica e permaneceu até sua morte em fevereiro recente.

A pressão da Guarda Revolucionária, uma poderosa instituição iraniana com forte influência militar e missão de preservar o regime, teria sido decisiva na escolha de Mojtaba.

Esta organização é considerada conservadora no Irã e foi designada como terrorista por várias nações, incluindo EUA e Israel.

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