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Trump recebe María Corina Machado e fortalece diálogo com Caracas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (15) a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que busca manter uma comunicação direta com Washington, enquanto o governante americano intensifica seu diálogo com a atual líder interina do regime, Delcy Rodríguez.

Na semana anterior, Trump expressou que seria uma honra acolher Machado e até compartilhou da ideia de dividir simbolicamente o Nobel, que foi concedido à líder venezuelana.

María Corina Machado dedicou sua conquista a Donald Trump, e sugeriu que o prêmio pudesse ser entregue a ele, algo que a Academia norueguesa esclareceu que não é possível.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA comentou à imprensa sobre uma longa conversa telefônica que teve com a líder venezuelana interina, Delcy Rodríguez, a quem descreveu como uma pessoa respeitável.

Delcy Rodríguez qualificou a ligação como produtiva e respeitosa, marcando um avanço no relacionamento.

No entanto, o governo americano anunciou a apreensão de um sexto petroleiro no Caribe, que estava sujeito a sanções.

O embargo ao petróleo venezuelano não autorizado por Washington é atualmente a principal ferramenta para pressionar Caracas a seguir as ordens americanas.

Apoio e Impacto Político

Após reunião na Casa Branca, Machado seguirá ao Senado para encontros com membros dos dois principais partidos dos EUA.

A líder da oposição saiu da Venezuela em dezembro, após quase um ano mantendo-se na clandestinidade, com apoio logístico dos Estados Unidos.

Após receber o Nobel, manteve uma agenda discreta, incluindo um encontro com o papa Leão XIV em Roma.

Rumores sobre um golpe militar americano para derrubar o presidente deposto Nicolás Maduro reacenderam esperanças de mudança na liderança venezuelana, mas a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu rapidamente, com apoio dos EUA.

Donald Trump descreveu Machado como uma pessoa simpática, mas afirmou que ela carece de apoio e respeito no próprio país, o que causou confusão na oposição interna.

Mesmo assim, a líder opositora segue apoiando a ousada decisão do republicano de tentar tirar Maduro do poder.

Machado afirmou em Roma que a derrota das forças do mal na Venezuela está próxima.

Controlando os Recursos e a Estabilidade

Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, gerenciam os complexos assuntos venezuelanos, priorizando a organização da produção de petróleo do país.

Eles buscam colaboração das companhias petrolíferas multinacionais, que pedem um ambiente jurídico e político claro.

Na quarta-feira, Trump comemorou que a Venezuela aceitou entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo, o que se traduziria em centenas de milhões de dólares em contas controladas pelo Departamento de Estado.

O líder americano demonstra que seus interesses são predominantes, adiando a esperada restauração da democracia para muitos venezuelanos, inclusive aqueles exilados nos EUA.

Tanto Trump quanto Rubio defendem que, antes de tudo, é essencial garantir a estabilidade do governo chavista, mesmo tendo anteriormente classificado o regime como um ‘narcoterrorista’.

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