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Trump sugere criar Conselho de Paz para desafiar ONU
Donald Trump propõe montar um “Conselho de Paz” personalizado para resolver conflitos globais, uma iniciativa que, segundo críticos, tenta competir com a Organização das Nações Unidas (ONU). A carta fundamental desse conselho poderia ser assinada em um evento na quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
Uma fonte próxima ao presidente dos EUA informou que Trump apresentará essa carta para assinatura durante o fórum. Cerca de 35 líderes já se comprometeram a apoiar o projeto, que entrará em vigor após a assinatura de pelo menos três países.
Objetivo do Conselho
A Casa Branca anunciou que o Conselho de Paz seria criado como parte de um plano para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza, presidido por Trump. No entanto, o esboço da carta revela uma missão mais ampla, que visa substituir a ONU em vários aspectos.
Uma porta-voz da ONU em Genebra destacou que essa iniciativa não é autorizada pela ONU e que o Conselho de Segurança aprovou apenas sua atuação em Gaza.
Missão e Estrutura
O Conselho de Paz pretende promover estabilidade, restabelecer governos legítimos e garantir paz nas regiões afetadas por conflitos, criticando a ONU por falhas frequentes.
Trump será o primeiro presidente do organismo, tendo autoridade exclusiva para convidar líderes mundiais a participar e poder para revogar a adesão deles, a menos que haja veto de dois terços dos membros.
O conselho executivo terá sete membros, entre eles o secretário de Estado americano Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Mandatos e Financiamento
Cada membro terá mandato de até três anos, renovável pelo presidente. Estados que contribuírem com mais de 1 bilhão de dólares no primeiro ano poderão ter regras diferentes quanto ao mandato.
Apoios e Rejeições
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, aceitou o convite para ser membro fundador, assim como Benjamin Netanyahu de Israel, o presidente argentino Javier Milei, o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan e a presidente do Kosovo Vjosa Osmani.
Outros apoiadores incluem países do Oriente Médio e do Norte da África, como Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia, Paquistão, Bahrein, Marrocos e vários países da Ásia Central.
Em contrapartida, Noruega, França e Ucrânia rejeitaram a proposta, sendo que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, não planeja participar ao lado da Rússia.
Estado das Respostas
A Rússia quer esclarecer detalhes antes de decidir, e seu presidente Vladimir Putin ordenou a diplomacia que estude o tema. A China não confirmou participação, mas afirmou que apoia o sistema internacional centrado na ONU.
O Reino Unido, Alemanha, Comissão Europeia, Croácia e Canadá ainda analisam a proposta, enquanto o Vaticano está considerando o convite.
Outros Países Convidados
Entre os demais convidados estão Itália, Suécia, Finlândia, Albânia, Grécia, Eslovênia, Polônia, Bulgária, Brasil, Paraguai, Índia e Coreia do Sul.

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