Conecte Conosco

Notícias Recentes

TSE avalia riscos das deepfakes nas eleições

Publicado

em

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem intensificado as discussões sobre as regras para as eleições de 2026, englobando temas como inteligência artificial, segurança do processo eleitoral, inclusão de eleitores e financiamento de campanhas. A Corte está preocupada com a evolução das ‘deepfakes’ e o possível risco sistêmico à integridade das eleições.

Mais de 1.400 sugestões foram recebidas nas audiências públicas para as minutas de resoluções, que devem ser aprovadas em norma definitiva pelo plenário do TSE até 5 de março.

O debate ganhou força após o envio de propostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que sugeriu melhorias no combate à desinformação e no uso indevido de tecnologias digitais durante o período eleitoral.

No documento enviado ao TSE, Gilmar Mendes alerta que a desinformação deixou de ser um fenômeno passageiro, tornando-se uma ameaça constante ao processo eleitoral devido à rapidez da disseminação e à sofisticação das tecnologias empregadas.

Durante uma audiência pública recente, o ministro ressaltou que a proliferação de conteúdos falsos sintéticos altera os fundamentos do processo eleitoral.

“O surgimento das deepfakes representa um aumento significativo na complexidade do cenário. A habilidade de produzir vídeos, áudios e imagens falsos, altamente realistas, capazes de simular falas e comportamentos de candidatos ou autoridades, questiona as bases essenciais do debate democrático. Quando o eleitor não consegue diferenciar informações reais das fabricadas artificialmente, fica comprometida uma das condições fundamentais do voto livre: o acesso a informações confiáveis.”

A Justiça Eleitoral está atenta à fabricação de conteúdos manipulados, ao surgimento de influenciadores virtuais e à necessidade de respostas rápidas diante das novas formas de desinformação.

Essa preocupação reflete a experiência das eleições municipais de 2024, quando o TSE proibiu o uso de deepfakes e limitou o uso de robôs na comunicação com eleitores.

Os técnicos da Justiça Eleitoral reconhecem que a rápida evolução tecnológica exige constante atualização das regras. Gilmar Mendes defende ainda a ampliação dos acordos com empresas de inteligência artificial generativa, incluindo mecanismos para rastrear, identificar conteúdos artificiais e agir rapidamente contra usos ilegais dessas tecnologias.

“É importante considerar o fortalecimento das capacidades técnicas do TSE para a análise rápida de conteúdos sintéticos durante o período eleitoral, possivelmente com a criação de uma força-tarefa técnica e pericial, com especialistas credenciados e centros de pesquisa universitários. Essa iniciativa pode aumentar a segurança técnica, a agilidade nas decisões e a legitimidade institucional ao enfrentar desafios ligados ao uso da inteligência artificial.”

As sugestões apresentadas vêm de especialistas, entidades da sociedade civil, órgãos públicos e do sistema de Justiça, sendo parte essencial no desenvolvimento das regras eleitorais.

Entre as propostas do ministro está o reforço da colaboração com órgãos públicos e entidades de checagem, além da criação de estruturas institucionais dedicadas ao monitoramento da desinformação.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados