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Tuca, chefe do orçamento secreto, está sob investigação de Dino e da PF

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Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, servidora da Câmara, tinha um papel raro e influente em Brasília, sendo tratada como uma líder poderosa em reuniões na Esplanada dos Ministérios.

Ela, que foi ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), ficou conhecida por controlar a chave do chamado orçamento secreto. Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra ela, suspeitando que atuava sem transparência e sem o devido interesse público ao lidar com emendas de comissão, parte da investigação sobre o uso inadequado de verbas por parlamentares.

Além de sua importância para Hugo Motta (Republicanos-PB), Tuca garantia que mantinha registros detalhados de suas atividades, incluindo conversas, ligações e anotações do dia a dia.

Essa situação causou preocupação entre deputados, principalmente após o afastamento determinado pelo ministro Flávio Dino. Apesar das acusações, muitos parlamentares mostraram solidariedade a ela.

Investigadores do caso indicam que Tuca teria gerenciado repasses financeiros bilionários sem critérios claros e que estaria mal assessorada.

Controle e influência

Tuca atendia prefeituras, deputados e ministérios, chegando até a ter acesso a senhas para garantir que os valores fossem direcionados conforme o combinado. Sua sala na Câmara era ponto de encontro frequente de parlamentares interessados em formalizar pedidos.

Na Presidência da República, seu telefone tinha poder para suspender reuniões, dada sua influência na liberação de recursos. Durante o governo atual, esteve na sede da Presidência 23 vezes.

Ela atuou em várias áreas, como Cidades, Desenvolvimento Regional, Saúde, Turismo, Educação e Fazenda, sempre ligada à execução das emendas.

Parlamentares reconhecem seu papel de gestora, com destaque para sua capacidade de resolver problemas e sua postura firme quando necessário.

Suspeitas e investigação

Para a PF e Flávio Dino, Tuca é suspeita de direcionar emendas sem critérios técnicos. Um deputado relatou falhas nas destinações, com documentos indicando a distribuição de R$ 1,125 bilhão sem indicar autores ou beneficiários.

Deputados e a própria Tuca afirmam que ela apenas cumpria ordens, e consideram a investigação um ataque à Câmara. A Mesa Diretora da Câmara pediu ao STF que ela retorne ao cargo.

Integrantes da Câmara afirmam que há uma tentativa de criminalizar as emendas, alegando ausência de irregularidades e inconsistências nos depoimentos que fundamentaram a operação.

Experiência e atuação

Tuca tem longa experiência, tendo trabalhado com quatro presidentes. No início do governo Lula, sua influência era significativa, atuando diretamente com Arthur Lira. Em março de 2023, participou de reunião no Ministério da Fazenda com autoridades importantes, apresentando-se como representante de Lira para tratar de emendas.

Sua atuação como emissária política ocorreu em diversas pastas, cobrando execução das emendas indicadas por Lira, mesmo em um contexto de retenção de recursos pelo governo.

Quem trabalhou com ela destaca sua organização e capacidade de manter informações fundamentais para o andamento dos processos.

Defesa

A defesa de Tuca afirma que seu trabalho é puramente técnico, focado na organização orçamentária, e que todas as informações ao seu respeito são públicas. Além disso, negam qualquer participação irregular.

Três dias após a operação da PF, em plenário, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) ressaltou que conhece Tuca há anos e que ela apenas repassa as emendas, negando a existência de um orçamento secreto.

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