Centro-Oeste
UBS de Ceilândia oferece implante contraceptivo a 98 mulheres no mês da mulher
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia realizou no sábado (21) uma ação especial para implantar o Implanon, um método contraceptivo subcutâneo que libera etonogestrel. Esse método, que não contém estrogênio e pode durar até três anos, beneficiou 98 mulheres que moram na região.
A iniciativa faz parte das atividades do Mês da Mulher organizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), focando no cuidado completo à saúde feminina. A ação contou com a participação de 40 profissionais entre gestores, farmacêuticos, enfermeiros, residentes e médicos de diversas regiões do Distrito Federal.
Liderada pelo médico de família e comunidade Danilo Amorim, da UBS 17, a ação teve o objetivo de ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros e também de capacitar outros profissionais para aplicar o procedimento na rede da SES-DF. Dez instrutores treinarem 20 profissionais de outras unidades, incluindo residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. Amorim explicou que essa foi uma ação planejada para aumentar o acesso das pacientes e formar novos profissionais para atuar na atenção primária, já que o Implanon é novidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Letícia Ferreira, residente do segundo ano de ginecologia e obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e uma das instrutoras, destacou o progresso com o uso do Implanon pelo SUS. Ela ressaltou que o método é reversível e de longa duração, e que o mutirão possibilitou atender as pacientes de forma completa, valorizando a importância dos métodos contraceptivos para os direitos reprodutivos das mulheres.
Entre as profissionais treinadas, a médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) Camila Bezerra, que atua na UBS 1 do Recanto das Emas, contou que foi sua primeira vez aplicando o Implanon após o treinamento. Ela afirmou que receberam orientações detalhadas sobre o método, critérios para indicação às pacientes e formas de explicar o procedimento para as mulheres, muitas das quais chegavam sem nenhum conhecimento. Camila destacou que o serviço de saúde pública se fortalece quando a população conhece seus direitos.
Uma das beneficiadas, a estudante Érika Leite, escolheu o Implanon por causa do histórico familiar de trombose. Ela explicou que pesquisou todos os métodos contraceptivos disponíveis e que esse foi o mais indicado para seu caso, por não conter estrogênio, sendo assim mais seguro. Érika qualificou o método como confiável e adequado para sua situação por durar bastante tempo.
Com informações da SES-DF

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