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UE preocupa-se com acusações de que Hungria compartilhou informações confidenciais com Rússia

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A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, expressou nesta segunda-feira (23) estar bastante preocupada com relatórios do Washington Post que indicam que a Hungria teria fornecido dados sensíveis à Rússia ao longo de vários anos.

De acordo com o jornal, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, aproveitava os intervalos em reuniões importantes da União Europeia para realizar chamadas telefônicas ao seu equivalente russo, Serguei Lavrov, mantendo-o a par das discussões.

Essas conversas resultaram no envolvimento da Rússia em praticamente todas as reuniões da União Europeia por anos, segundo uma fonte não identificada citada pelo jornal.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, rejeitou as acusações e sugeriu que o ministro foi alvo de escutas telefônicas ilegais.

“Investigar alguém do governo é um ato grave contra a Hungria”, afirmou Orbán em sua conta no Facebook, pedindo uma apuração do caso.

Szijjarto também declarou nas redes sociais que as alegações do Washington Post são meras especulações conspiratórias infundadas.

Uma representante da Comissão Europeia, Anitta Hipper, afirmou que a instituição espera que as autoridades húngaras apresentem as devidas explicações.

“A confiança entre os países-membros e entre esses e as instituições é essencial para o funcionamento da UE”, destacou a porta-voz.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, comentou que as reportagens do Washington Post não deveriam causar surpresa a ninguém.

Na reunião da UE realizada há uma semana, Orbán continuou a obstruir a aprovação de um pacote de auxílio à Ucrânia no valor de cerca de 90 bilhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 544 bilhões.

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