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UE pronta para aplicar acordo temporário com Mercosul aguardando revisão

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A União Europeia (UE) manifestou sua disposição para colocar em prática um amplo acordo de livre comércio com o Mercosul de forma temporária, conforme anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira, 23. Esta declaração ocorreu mesmo com a decisão do parlamento europeu de adiar a ratificação para realizar uma análise jurídica detalhada do pacto.

Ursula von der Leyen explicou, ao final de uma cúpula em Bruxelas com líderes europeus, que a UE estará pronta para agir assim que pelo menos uma das nações do Mercosul ratificar o acordo, ressaltando o interesse em garantir que os benefícios do tratado comecem a valer o quanto antes. “Em resumo, estaremos prontos quando eles estiverem prontos”, afirmou.

Até o momento, não foi tomada nenhuma decisão formal sobre a aplicação provisória do acordo, embora António Costa, presidente do conselho de governos da UE, tenha destacado que a Comissão Executiva possui autoridade para avançar com a implementação temporária.

Essa movimentação pode gerar críticas de setores contrários ao pacto, especialmente da França, cujo parlamento decidiu recentemente encaminhar o acordo para uma revisão legal pela Corte Europeia de Justiça, o que gerou um atraso substancial na ratificação e pode demorar meses para ser concluído.

O acordo é uma peça-chave para o plano da União Europeia de firmar relações comerciais independentes dos Estados Unidos, principalmente após vários desentendimentos ocorridos no segundo mandato do presidente Donald Trump. A UE tem firmado acordos comerciais com países como Japão e México, e está próxima de fechar um acordo similar com a Índia.

O Mercosul, bloco composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia que aguarda adesão, não inclui a Venezuela, que foi suspensa. A iniciativa visa eliminar progressivamente mais de 90% das tarifas sobre produtos variados, desde a carne argentina até automóveis alemães, criando assim uma das maiores zonas de livre comércio global, beneficiando mais de 700 milhões de consumidores.

A França, principal produtor agrícola europeu, tem pressionado por proteções mais rígidas para seus agricultores e buscado atrasar o acordo, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz criticou o adiamento da votação e defendeu a aplicação provisória. Na América do Sul, o acordo goza de amplo apoio, tornando sua ratificação praticamente certa.

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