Economia
Ultrafarma fechará lojas e inaugura nova loja conceito
A Ultrafarma comunicou nesta quinta-feira que encerrará o funcionamento de suas quatro unidades atuais para consolidar suas operações em uma única “loja conceito”, que será aberta na Zona Norte de São Paulo.
A decisão da empresa ocorre seis meses após a prisão de Sidney Oliveira, fundador e rosto da rede de farmácias, em uma operação que investigava um esquema de corrupção envolvendo fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Atualmente, a Ultrafarma possui quatro lojas funcionando, todas situadas em diferentes pontos da Avenida Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, região onde o negócio foi criado há 25 anos. Não há previsão para o fechamento dessas unidades nem para a inauguração da nova “mega-loja”.
Segundo nota oficial da empresa, o novo formato terá cerca de 3 mil metros quadrados, incluindo serviços como ótica, farmácia tradicional e manipulação de medicamentos. A companhia não informou se haverá redução no quadro de funcionários com as mudanças.
O grupo também destacou que o reposicionamento terá ênfase na operação digital da Ultrafarma, oferecendo entrega rápida para a Grande São Paulo e frete padrão para outras regiões do país. A empresa mantém um centro de distribuição em Santa Isabel, região metropolitana da capital paulista.
Investigações sobre esquema ilícito
O proprietário e fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi detido em agosto do ano passado durante a Operação Ícaro, liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apurou um suposto esquema bilionário de pagamentos ilegais e créditos fiscais fraudulentos envolvendo fiscais da Secretaria da Fazenda paulista. A operação prendeu também Mário Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop; ambos foram posteriormente liberados.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) do MP-SP, o grupo criminoso beneficiava empresas do comércio varejista por meio de ressarcimentos indevidos de créditos de ICMS, incluindo a Ultrafarma e a Fast Shop.
O principal responsável pelo esquema foi identificado como Artur Gomes da Silva Neto, supervisor da Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Em 2024, o MP localizou 174 e-mails na caixa postal de Neto relacionados a benefícios fiscais concedidos à rede de farmácias.

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