Notícias Recentes
União Brasil e PP defendem Toffoli contra críticas injustas
Os líderes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, manifestaram descontentamento nesta sexta-feira em relação às críticas dirigidas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro se viu no epicentro de uma crise após a divulgação de mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, fez menções a ele.
Toffoli atuava como relator do caso do banco Master na Corte até a noite de quinta-feira, quando enfrentou pressão para se afastar da função, sendo substituído pelo ministro André Mendonça.
Em comunicado, os presidentes das siglas do Centrão expressaram preocupação com o que classificam como “narrativas e injustiças” direcionadas ao ministro.
“A Federação União Progressista demonstra apreensão com as versões que buscam influenciar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli. É fundamental reconhecer que as injustiças ocorrem quando apenas um lado da história é repetido insistentemente sem fundamentos sólidos. Essa versão caluniosa acaba sendo aceita como verdadeira graças à repetição,” afirmam os líderes.
Ciro Nogueira e Antonio Rueda também destacam que “a justiça se fortalece com equilíbrio e respeito às instituições” e que “atacar o ministro Toffoli é fragilizar tanto um servidor público quanto um Poder da República, comprometendo os alicerces do sistema democrático”.
De modo semelhante, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), declarou nesta sexta que “não é aceitável que corporações e parte da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas baseado em julgamentos prévios e vazamentos seletivos de informações”.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não se pronunciaram publicamente sobre a intensificação da crise envolvendo o banco Master e o ministro Toffoli.
Existem requerimentos com as assinaturas necessárias para instaurar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), uma na Câmara e outra mista envolvendo deputados e senadores, para apurar o caso Master, mas nem Hugo Motta nem Davi Alcolumbre definiram prazo para a instalação dos grupos.
O banco Master foi encerrado após avanço das investigações comandadas pela Polícia Federal, que em novembro do ano anterior desencadeou a operação Compliance Zero.
As apurações resultaram na prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à emissão e comercialização de títulos de crédito irregulares. Posteriormente, ele foi liberado.
O PP esteve entre os principais partidos a tentar mobilizar a votação de um projeto de lei em resposta à pressão contra o banco Master. Em setembro do ano anterior, a Câmara chegou a incluir na pauta um pedido de urgência, de autoria do deputado Claudio Cajado (PP-BA), que aceleraria a votação da proposta que confere ao Congresso o poder de destituir diretores do Banco Central.
Isso ocorreu logo após a autoridade monetária vetar a operação de aquisição do Master pelo banco estatal BRB. Contudo, não houve consenso e o pedido não foi levado a votação.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login