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UTI de hospital em Campinas fecha após 7 casos de infecção por bactéria resistente

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, localizado em Campinas, está temporariamente fechada desde terça-feira, 10, depois que sete pacientes apresentaram infecção pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), que é resistente a vários tipos de antibióticos.

Em comunicado, a prefeitura de Campinas informou que esta medida foi adotada por razões técnicas para assegurar um controle mais rigoroso da situação epidemiológica e garantir a segurança no atendimento.

Os pacientes infectados estão isolados em uma área específica da UTI, sob a supervisão exclusiva de uma equipe dedicada. Os demais pacientes serão realocados para leitos com a mesma complexidade em outros hospitais da região.

Novos pacientes que precisarem de atendimento em UTI serão direcionados ao Hospital Ouro Verde ou para outras unidades pelo sistema de regulação municipal. A central de regulação e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram instruídos a não encaminhar pacientes para a UTI do Hospital Mário Gatti.

A prefeitura ressaltou que infecções desse tipo podem ocorrer em ambientes hospitalares de alta complexidade e que a situação está sendo monitorada constantemente pelas equipes médicas e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.

Além disso, estão sendo reforçadas iniciativas como a higienização adequada dos leitos e das mãos dos profissionais, bem como a capacitação das equipes de limpeza e higiene hospitalar.

Um plano de ação foi submetido ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) para avaliação, e as medidas permanecerão em vigor até que a situação esteja completamente controlada.

Sobre a Superbactéria

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Klebsiella pneumoniae é uma bactéria presente em diversos ambientes, como solo, água e equipamentos médicos, além de colonizar as mucosas da garganta e do trato gastrointestinal em humanos.

Esta bactéria é uma das principais responsáveis por infecções adquiridas em hospitais ao redor do mundo, afetando principalmente pacientes internados ou com sistema imunológico comprometido. Estima-se que ela cause entre 20% a 30% dos casos de pneumonia hospitalar.

Nos últimos anos, certas variedades da K. pneumoniae desenvolveram resistência a muitos antibióticos, o que levou à classificação delas como ‘superbactérias’.

Existem dois principais mecanismos de resistência detectados: o primeiro envolve a produção de enzimas chamadas beta-lactamases de espectro estendido (ESBL), que conferem resistência a penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos.

O segundo mecanismo refere-se à produção de enzimas carbapenemases, que tornam a bactéria resistente a uma classe ainda maior de antibióticos, incluindo os carbapenêmicos, além dos outros já mencionados.

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