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Venezuelanos celebram fim do governo Maduro

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“Finalmente vamos poder voltar para casa”, diz a vendedora Yurimar Rojas, desde seu exílio no Chile. Como ela, imigrantes venezuelanos comemoram ao redor do mundo a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, embora também sintam incerteza e medo.

Milhares dos quase oito milhões de venezuelanos que deixaram o país devido à crise econômica e repressão durante o governo chavista se reuniram em diversas cidades no último sábado (3).

“Finalmente teremos um país livre”, afirmou à AFP Yurimar Rojas, acompanhada por uma multidão com bandeiras venezuelanas no parque Almagro, em Santiago, e nas proximidades da Estación Central.

Enquanto as ruas de Caracas amanhecem desertas e com cheiro de pólvora após a operação militar dos Estados Unidos, a diáspora venezuelana celebra o término do governo de Maduro, cujas eleições em 2018 e 2024 foram amplamente questionadas pela fraude.

Maduro será julgado por um tribunal em Nova York por acusações de narcotráfico e terrorismo. Os Estados Unidos assumirăo o controle até uma “transição pacífica”, conforme anunciou o presidente americano Donald Trump.

“Sentimos medo, saudade, emoção, muitas sensações ao mesmo tempo”, conta a venezuelana Lorena Salazar em Madri.

“Acredito que seja o melhor presente para começarmos o ano”, acrescenta a manicure de 38 anos, na capital espanhola, onde vivem cerca de 400 mil venezuelanos.

Em Madri, Carmen Morales comenta que os imigrantes estão entre a euforia e a cautela. “O que ocorreu agora é inédito”, destaca a jornalista de 51 anos.

Comemorações internacionais

Em Miami, centenas de pessoas se reuniram para festejar. Alguns beijavam emocionados a bandeira venezuelana enquanto outros pulavam de alegria.

“A Venezuela amanhece livre”, expressa com lágrimas nos olhos Anabela Ramos.

Um manifestante gritou: “Obrigado, Trump!”.

“É uma emoção enorme, esperávamos por esse momento há 27 anos e, finalmente, ele chegou”, relata.

Segundo Trump, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez estaria disposta a cooperar com Washington.

O presidente americano descartou a líder da oposição María Corina Machado por não possuir o apoio necessário para liderar Caracas.

Delcy Rodríguez afirmou em discurso público que Maduro é o “único presidente” da Venezuela e que o governo está preparado para proteger o país.

No Peru, centenas de venezuelanos celebraram com música e cantos.

“Foi preso um criminoso que causou muito mal ao país”, afirmou Oscar Pérez, porta-voz da União Venezuelana em Lima.

No Equador, cerca de trinta imigrantes reuniram-se no parque La Carolina, centro financeiro de Quito.

Kimberly López, comerciante que deixou a Venezuela há cinco anos, inicialmente recebeu a notícia com descrença.

“Choramos de alegria… Nosso objetivo é retornar ao país”, declarou.

Opiniões diversas

Na Colômbia, principal destino dos venezuelanos com quase 3 milhões, Mireya Gualdrón expressou felicidade.

“É um novo começo para os venezuelanos que estão fora e para os que pretendem voltar”, disse na cidade fronteiriça de Cúcuta.

Por outro lado, a comerciante Jenny Ambudarabe, também em Cúcuta, manifestou discordância com a saída de Maduro dessa forma, ainda que desaprovasse sua gestão.

Em Bogotá, o segurança Yeiner Benítez emocionou-se ao recordar as dificuldades que enfrentou ao deixar a Venezuela em 2022.

“Anos de fome, miséria, tortura e perdas… O momento atual é uma justiça divina”, afirmou.

Na Cidade do México, dezenas protestaram em frente à embaixada americana contra Trump, exibindo cartazes com mensagens contra a guerra.

“Resistam, irmãos venezuelanos… Não entreguem suas terras, petróleo e ouro aos Estados Unidos”, alertou Mario Benítez, do Sindicato dos Eletricistas Mexicanos.

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