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Vereador ameaça prender ativista na CPI dos Pancadões

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Vereador Rubinho Nunes (União Brasil) ameaçou dar voz de prisão ao ativista Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP”, durante um depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões da Câmara Municipal de São Paulo. A comissão investiga possíveis conexões entre o crime organizado e os bailes funk nas periferias da cidade.

Thiago Torres foi convocado para testemunhar na CPI. Quando questionado por Rubinho Nunes, presidente da CPI, sobre a existência de crime organizado nas periferias, respondeu que o crime está presente em todos os lugares, inclusive na própria Casa.

Nesse momento, Rubinho Nunes e a vereadora Cris Monteiro (Novo) exigiram que o ativista nomeasse vereadores supostamente ligados a grupos criminosos. O presidente da CPI afirmou que, se Torres não respondesse, tomaria medidas legais, incluindo a possibilidade de prisão.

Durante a confusão, as vereadoras Keit Lima e Amanda Paschoal (PSol) saíram em defesa do depoente, alegando que suas palavras estavam sendo distorcidas. Um advogado do ativista também questionou a ameaça de prisão, acusando Rubinho Nunes de abuso de autoridade.

Rubinho Nunes solicitou que a assessoria técnica da Câmara fizesse um recorte da declaração para encaminhar ao Ministério Público de São Paulo, visando uma possível investigação por falso testemunho.

A sessão da CPI também ouviu o produtor Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, da produtora Love Funk.

CPI dos Pancadões

A CPI dos Pancadões tem se destacado por convocar funkeiros, influenciadores e youtubers. Recentemente, os influenciadores Bia Miranda e Gato Preto foram intimados a depor por Rubinho Nunes. A justificativa é que estes eventos são promovidos por artistas e influenciadores, que podem estar relacionados a organizações criminosas.

Além dos já citados, outros nomes populares do funk e do rap nacional estão sendo investigados ou convocados, incluindo o influenciador Giliard Santos, conhecido por sua ligação com a ex-Fazenda Deolane Bezerra, o rapper Salvador da Rima, e o influenciador Danielzinho do Grau. O funkeiro MC Ryan SP também está na mira por uso indevido de músicas, assim como a cantora MC Dricka, que é destaque nos bailes funk de São Paulo.

O grupo de vereadores convocou ainda profissionais do funk, como o fundador do coletivo “Clube da DZ7”, Raul Nunes, além dos responsáveis pelas redes sociais da Fluxos Records e da gravadora Ritmo dos Fluxo.

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