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Viagens e eventos corporativos batem recorde de faturamento com R$ 147,8 bi em 2025

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O segmento de viagens corporativas alcançou um faturamento histórico, encerrando 2025 com o maior valor desde o início da série em 2011. O montante chegou a R$ 147,8 bilhões, conforme pesquisa realizada pela Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Esses números abrangem transportes aéreos e rodoviários, hospedagem, eventos corporativos e culturais, além de agências e operadoras.

Em 2024, o segmento faturou R$ 139 bilhões. Portanto, o crescimento registrado no último ano foi de 6,3%. A previsão para 2026 é manter esse ritmo, com um aumento estimado de cerca de 7%. Os dados foram divulgados durante a 21ª edição do Lacte (Latin American Community for Travel and Events Experience), evento do setor que ocorreu em São Paulo nos dias 23 e 24 de junho.

Visando acompanhar essa expansão, as companhias aéreas têm investido mais no viajante corporativo, oferecendo maior disponibilidade de voos, mudanças nos contratos e diversificação de serviços, como assentos premium e internet a bordo.

Internet e novas aeronaves da Embraer

Em 2025, a Latam liderou o faturamento no segmento corporativo, detendo 41,7% do market share, à frente da Gol e Azul. A participação da Latam avançou 9,5 pontos percentuais em relação a 2024, quando contava com 32,2%. Segundo Aline Mafra, diretora de Vendas e Marketing da Latam no Brasil, as iniciativas para o viajante corporativo incluem aumento da frequência de voos e implementação de wifi nas aeronaves.

“Estamos implantando wifi em aviões de dois corredores, que geralmente operavam à noite, mas agora transportam viajantes corporativos em voos longos diurnos para Europa ou Estados Unidos, que precisam estar conectados”, detalhou a executiva. Para 2026, a previsão de crescimento da empresa é entre 8% e 10% incluindo operações internacionais, e de 6% a 8% no mercado doméstico.

A Latam também lançou a categoria premium comfort, que oferece mais conforto que a econômica, a preços inferiores às da classe executiva. A companhia fortalecendo sua frota com aviões da Embraer para atender aeroportos menores e destinos remotos onde não havia voos Latam.

A Azul também adquiriu jatos 195-E2 da Embraer e intensifica melhorias em serviços, programa de fidelidade e relacionamento com gestores de viagens e agências corporativas. Ricardo Bezerra, gerente geral da área Comercial da Azul, comentou: “Nossa meta para 2026 é crescer cerca de 10%, focando na relevância dos hubs em Viracopos, Confins e Recife, além de expandir voos a partir de São Paulo, principal centro de viagens corporativas.”

A Gol destacou que a pontualidade é prioridade, com planos de adquirir novas aeronaves para atender viajantes que têm compromissos cedo. Segundo Danillo Barbizan, diretor de Vendas da Gol, a oferta de assentos aumentou 14% no ano anterior, e a expectativa para este ano é crescer entre 13% e 13,5%. A Gol está incorporando 17 aviões, com conclusão prevista para o fim de 2026.

Evento do setor registra crescimento e foco em tecnologia e relações humanas

O Lacte21 teve o maior público dos últimos anos, com 1,8 mil inscritos e um recorde de 97 patrocinadores, incluindo companhias aéreas, agências de viagens, locadoras, seguradoras e operadoras de crédito.

As palestras abordaram temas como inteligência artificial, enfatizando a integração da tecnologia com as relações humanas nas viagens corporativas. Foram discutidos tópicos como negociação, uso de IA em empresas e por viajantes, eventos sustentáveis e inteligentes, prioridade aos encontros presenciais e conectividade entre clientes e empresas.

“Estamos em uma edição recorde, com investimento 30% acima do planejado para este ano. O interesse dos patrocinadores está alinhado ao nosso propósito: conectar pessoas. Por isso, escolhemos conteúdos que demonstrem que a inteligência artificial é importante, mas não substitui o contato humano; é preciso priorizar a experiência personalizada e cuidar da saúde mental no setor”, concluiu Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev.

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