Economia
Viana quer ouvir Galípolo e Campos Neto juntos se CPMI for estendida
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que lidera a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), disse na segunda-feira, 16, que pretende convocar tanto o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, quanto o atual diretor da autarquia, Gabriel Galípolo, caso consiga ampliar o prazo da apuração.
“Quero os dois no mesmo dia para evitar conflitos entre governo e oposição. Ambos têm responsabilidade no caso Master”, declarou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Os casos Master e INSS estão ligados devido à oferta de crédito consignado para aposentados e pensionistas.
Viana também planeja chamar representantes de grandes bancos, como Santander e Itaú Unibanco. “Meu gabinete virou ponto de passagem para defensores de bancos”, comentou. Nesta semana, a CPMI espera ouvir executivos da Crefisa e do C6 Bank. “Se não derem satisfações, haverá condução coercitiva.”
A comissão foi criada em agosto e funciona até dia 28. Viana solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma prorrogação de dois meses para os trabalhos.
O senador também criticou a falta de ação da Controladoria-Geral da União (CGU) em relação ao caso do INSS. “A CGU tinha conhecimento das denúncias e não tomou medidas. Nosso controlador era ciente das reclamações, mas a CGU ficou inerte, especialmente em casos ligados à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), uma entidade de esquerda”, afirmou.
Por outro lado, Viana elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impedir que sindicatos e associações façam descontos automáticos nos benefícios do INSS. “[Lula] proibiu os sindicatos, que são seu apoio”, afirmou o senador.
Sobre sua carreira política, Viana mencionou que não pretende disputar o governo de Minas Gerais e que sua intenção é se reeleger ao Senado.

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