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Vice do Maranhão ofende dirigente do PT em disputa por apoio de Lula

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Mensagens vazadas revelam que o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), insultou o presidente do diretório municipal do partido em Viana, Frederich Marx, destacando divisões internas no partido sobre a eleição ao governo estadual.

Apoiador do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, Camarão quer liderar a chapa do PT na eleição ao governo do estado e compete pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o atual governador Carlos Brandão (sem partido), que planeja indicar o sobrinho como sucessor.

As mensagens do grupo do partido, obtidas pelo jornal O Globo, mostram um conflito após Marx criticar a decisão do PT de lançar um candidato próprio ao governo do Maranhão. Em resposta, Camarão chamou Marx de “safado”, “moleque” e “vagabundo”.

O vice-governador escreveu em uma das mensagens: “Tu é um mentiroso, tudo que tu já escreveu neste grupo é mentira. Tu é safado e mentiroso e vagabundo”.

Contactado, Camarão afirmou que participa ativamente dos debates dentro do partido e explicou que suas mensagens buscavam esclarecer a conjuntura política no estado.

Divisão e negociações no Maranhão

Brandão, aliado de Lula, tenta promover o sobrinho Orleans Brandão como sucessor. Por outro lado, os apoiadores do ministro Dino desejam consolidar a candidatura de Camarão. O diretório estadual do PT diz que a escolha final do candidato será de Lula, mas que prefere uma terceira via que una os grupos divididos.

Lula defende que Brandão dispute o Senado, o que o forçaria a deixar o governo em abril. Entretanto, Brandão procura preservar o apoio local para seu sobrinho, secretário de Assuntos Municipalistas e presidente do MDB no Maranhão. Enquanto isso, Camarão trabalha para construir uma candidatura própria que reúna a esquerda e centro em seu apoio.

O diretório estadual enfrenta incertezas sobre apoiar o sucessor de Brandão, endossar Camarão ou tentar uma aliança entre os grupos, considerada improvável após o rompimento em 2025.

Rupturas e alianças

O conflito se intensificou após gravações revelarem cobranças para cumprimento de acordos da eleição de 2024, incluindo nomeações para o Tribunal de Contas do Estado. Lula já pediu que as facções evitem brigas internas para não favorecer os adversários.

Outra possibilidade é que o PT apoie o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), se houver aliança nacional com o PSD pela reeleição de Lula, embora isso seja visto como improvável.

Patrícia Carlos, presidente estadual do PT, afirma que o partido tenta unir os grupos com apoio de Lula, buscando um candidato que não seja nem Orleans Brandão nem Camarão. Brandão planeja conversar com Lula para discutir a situação eleitoral.

Projeto político de Camarão

Camarão diz contar com apoio da direção nacional do PT e dialoga com outros partidos contrários ao que considera um “projeto oligárquico” de Brandão. Afirma que a união dos grupos ainda é possível, desde que Brandão cumpra os acordos de 2022.

Ele relata que reiterou a proposta para que Brandão dispute o Senado e que Camarão assuma o governo e concorra à reeleição, discutindo com Lula a composição da chapa de vice e senador. No entanto, Brandão considera irremovível a candidatura do sobrinho, o que dificulta as negociações.

Camarão também menciona que recebeu uma proposta para renunciar ao cargo de vice quando Brandão concorrer ao Senado e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o que ele recusa por não almejar essa posição.

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