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Vídeo mostra desabamento da ponte no Tocantins em 2024; 14 mortos

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Imagens capturadas por câmeras de segurança de um caminhão registraram o instante exato em que a ponte Juscelino Kubitschek, localizada na rodovia TO-226, na divisa entre Tocantins e Maranhão, desabou. O vídeo revela veículos caindo no Rio Tocantins em 22 de dezembro de 2024. O acidente resultou na morte de 14 pessoas.

Essas imagens foram divulgadas pela advogada Melissa Fachinello, que representa a transportadora dona do caminhão e defende os familiares das vítimas.

“Essa tragédia poderia ter sido evitada com mais cuidado, manutenção adequada, fiscalização e responsabilidade”, comentou Melissa Fachinello em sua publicação sobre o caso.

A ponte tinha 533 metros de extensão e foi inaugurada em 1961, situando-se entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na fronteira entre os dois estados. Após o desastre, uma nova ponte foi construída e inaugurada no local em 2025.

De acordo com um laudo da Polícia Federal, a estrutura começou a ceder em um intervalo entre 15 e 30 segundos, e o vão central desabou em menos de um segundo. Técnicos apontam que, com o passar dos anos, a ponte não suportou o aumento tanto no número quanto no peso dos veículos que passavam por ali.

Um relatório solicitado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 2020 indicou que a construção apresentava condições “precárias e sofríveis”, recomendando reformas urgentes. Uma licitação foi realizada em 2024 para escolher uma empresa responsável pela revitalização, mas a concorrência não teve vencedor, e a ponte desabou antes que qualquer obra fosse iniciada.

Melissa Fachinello destacou que, mesmo após mais de um ano do acidente, as vítimas ainda não receberam indenizações nem auxílio. “A indenização não é um favor, mas um direito de quem sofreu perdas e danos devido à negligência”, afirmou.

O Dnit informou que as questões relativas às indenizações estão sendo tratadas em âmbito judicial, com processos movidos pelos familiares, pelo Ministério Público e por entidades da sociedade civil.

“No momento, não há previsão geral para o pagamento dessas indenizações. No caso das ações judiciais, os pagamentos ocorrerão conforme o andamento dos processos, por meio de requisições judiciais, como precatórios ou Requisições de Pequeno Valor (RPVs), após decisão judicial definitiva”, informou o departamento em nota oficial.

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