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Volkswagen lança Tukan, primeiro modelo híbrido para competir com Maverick e Toro

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A Volkswagen está iniciando uma nova fase no cenário automotivo brasileiro com a chegada da Tukan. Este é o primeiro veículo híbrido produzido e desenvolvido inteiramente no Brasil pela marca, com foco em motorização híbrida-leve e elevado percentual de peças nacionais, mirando a concorrência direta com modelos como a Ford Maverick e a Fiat Toro, além da Ram Rampage.

O projeto da Tukan faz parte de um investimento de R$ 20 bilhões da Volkswagen na América Latina até 2028, sendo que cerca de R$ 3 bilhões são destinados à fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, local onde a picape será produzida.

O início da eletrificação nacional

De acordo com Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, a Tukan representa o começo de uma nova era para a empresa no país. “Este modelo é o primeiro veículo eletrificado totalmente desenvolvido e produzido no Brasil, que já incorpora um alto índice de componentes nacionais, fortalecendo a indústria local e seus fornecedores”, destacou o executivo.

Tecnologia híbrida-leve

Embora seja o primeiro modelo eletrificado da marca no país, a Tukan adotará inicialmente a tecnologia híbrida leve (MHEV), que utiliza um motor elétrico para auxiliar o motor a combustão em situações que exigem maior potência momentânea, como partidas e retomadas, melhorando o consumo de combustível e reduzindo as emissões de poluentes.

Este sistema é mais simples e acessível em comparação aos híbridos tradicionais ou plug-in, posicionando a picape em um mercado altamente competitivo, onde concorrentes como a Ford Maverick já disponibilizam versões híbridas completas no Brasil.

Elevado índice de nacionalização

Um destaque importante do modelo é a nacionalização de 76% das peças, um índice considerado muito alto para veículos desta categoria. A Volkswagen enfatiza que isso fortalece a indústria local e aumenta a participação dos fornecedores que operam no Brasil.

A empresa trabalha com cerca de 750 fornecedores, sendo que 80% estão instalados no país. Para se ter uma ideia, somente no uso de aço, que compõe cerca de 70% de um veículo, são movimentadas cerca de 26 mil toneladas mensalmente.

Atualmente, a linha Total Flex já apresenta índice médio de nacionalização de 85%, e para 2026 está prevista uma expansão de 7% nas aquisições de peças e serviços, totalizando um volume financeiro aproximado de R$ 35 bilhões.

Expansão e nova estratégia de produtos

A Tukan integra uma ampla ofensiva da Volkswagen na região, que contempla 17 lançamentos entre 2024 e 2028, dos quais oito já foram apresentados.

Além da picape, está prevista a renovação da linha de utilitários. Um exemplo é a nova geração da Volkswagen Amarok, que será produzida a partir de 2027 na fábrica de General Pacheco, na Argentina.

Nova aposta em picapes intermediárias

Com a Tukan, a Volkswagen reforça sua atuação no crescente segmento de picapes intermediárias no Brasil, reforçando o papel estratégico do país como centro de engenharia da marca para a América do Sul.

Espera-se que o modelo ofereça eficiência energética, elevado conteúdo nacional e competitividade para enfrentar os líderes do segmento.

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