Economia
Vorcaro poderá depor na CPI do INSS esta semana
A CPI do INSS, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas envolvendo associações e sindicatos, retoma suas atividades este ano com a expectativa do depoimento de Daniel Vorcaro, empresário do Master. A audiência está marcada para a manhã de quinta-feira.
Embora convocado, a defesa de Vorcaro pode solicitar um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não seja obrigado a comparecer ou possa permanecer em silêncio durante o interrogatório dos parlamentares. Esse recurso foi utilizado por diversos convocados da CPI no último ano.
Também estão previstos os depoimentos de Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS, e de Luiz Félix Cardamone Neto, presidente do BMG.
O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), um dos responsáveis pelo pedido de convocação de Vorcaro, manifesta a expectativa de que o Supremo não permita que o banqueiro se exima do compromisso com a CPI.
— Esperamos que o Supremo não retire o direito da CPI de investigar — afirmou o deputado.
No final do ano passado, a CPI solicitou ao ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo, a devolução dos documentos relacionados ao Master que estavam sob custódia da comissão. A decisão resultou na retirada das provas do sistema da CPI, ficando sob responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não faz parte da comissão.
As investigações da CPI em 2026 focarão nas irregularidades envolvendo empréstimos consignados a beneficiários do INSS.
A comissão busca esclarecimentos de Vorcaro sobre a oferta de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Documentos da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) indicam que a instituição está entre as que mais receberam reclamações nos últimos anos, principalmente por problemas relacionados ao crédito consignado.
Vorcaro chegou a ser detido durante a operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal em novembro, que investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Master e a negociação da compra do banco de Vorcaro pelo Banco de Brasília (BRB).
A prisão preventiva dele foi revogada, mas ele continua submetido a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

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