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Wellington: sem motivo para crise por decisão de Toffoli no caso Master
O novo ministro da Justiça, Wellington César, declarou nesta quinta-feira (15) que não percebe uma ampliação da tensão entre os Poderes após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli de enviar as provas da Polícia Federal que investigam um suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Eu não vejo razão para aumentar uma crise por causa disso. Se um juiz determina algo e a forma como foi executado parece não atender exatamente a sua particularidade, quem determinou esclarece”, afirmou o ministro.
Wellington César também explicou que a reunião realizada mais cedo, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não teve como pauta a crise relacionada ao Banco Master. Inicialmente, seu posicionamento sobre o assunto foi ambíguo, ao dizer: “O tema foi tratado como uma diretriz de órgãos do Estado que não focaliza nenhuma situação específica. Porém, continuará atuando contra todos que se encaixem nesse perfil”.
Ao mencionar o “tema”, o ministro não especificou se se referia ao combate ao crime organizado ou ao Banco Master. No entanto, ao afirmar que a reunião tratou de “uma diretriz de órgãos do Estado sem foco em particularidades”, indicou que a discussão principal era o combate ao crime organizado em geral, não especificamente sobre o Master.
Durante a coletiva, Wellington ressaltou que o encontro buscou alinhar esforços entre os Poderes para enfrentar o crime organizado em níveis elevados.
“Todos os participantes falaram, cada um expôs seu ponto de vista, e o consenso foi reforçar a eficácia no enfrentamento ao crime organizado. Esse foi o objetivo, a orientação, a linha de ação do Ministério da Justiça nesse diálogo”, disse Wellington César.
Na cerimônia privada em que Lula empossou Wellington, o presidente mencionou a investigação ao Banco como exemplo do que chamou de “momento histórico do Brasil” na luta contra o crime organizado.
“Após a operação Carbono Oculto, a maior realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Polícia de São Paulo e a Receita Federal, depois da Operação Refit, quando bloqueamos cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada, e após as ações envolvendo o Banco Central contra o Banco Master… vamos mostrar que o Estado brasileiro vai vencer o crime organizado”, declarou Lula.
Wellington também mencionou que recebeu liberdade do presidente para renovar toda a equipe da Justiça. Embora não tenha citado nomes, adiantou que o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, deixará a pasta.

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