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Xi pede respeito e elogia relação com Putin

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O presidente chinês, Xi Jinping, discutiu nesta quarta-feira (4) temas sensíveis como Irã e Taiwan em uma chamada com Donald Trump, na qual solicitou “respeito mútuo” após destacar os laços entre China e Rússia.

Mais cedo, Xi conversou por videoconferência com o presidente russo, Vladimir Putin, que ressaltou que a parceria com a China é um “elemento de estabilidade” em meio a um cenário global cada vez mais instável.

Na conversa com Trump, Xi manifestou o desejo de que as divergências entre as duas maiores economias, incluindo as questões comerciais, possam ser resolvidas amigavelmente, mas alertou que os Estados Unidos devem agir com “cautela” em relação à venda de armas para Taiwan.

“Ao lidar com as diferenças uma a uma e aumentar a confiança mútua, podemos encontrar um caminho adequado para que ambos os países convivam harmoniosamente”, declarou Xi, segundo a emissora estatal CCTV.

“Vamos fazer de 2026 um ano em que China e Estados Unidos, como grandes nações, avancem para o respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação vantajosa para todos”, acrescentou.

Trump comentou o telefonema em uma postagem na sua plataforma Truth Social, afirmando: “a relação com a China, e minha relação pessoal com o presidente Xi, é excelente, e ambos sabemos da importância de mantê-la assim”.

O republicano mencionou que abordaram temas como comércio internacional, Taiwan, o conflito da Rússia na Ucrânia, Irã e uma possível visita do presidente norte-americano à China.

Xi destacou que “a questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e Estados Unidos”.

“Os Estados Unidos precisam ser cuidadosos ao vender armas para Taiwan”, ressaltou Xi, segundo a CCTV.

China e Taiwan estão politicamente separados desde 1949, quando as tropas nacionalistas de Chiang Kai-shek foram derrotadas pelos comunistas de Mao Tsé-Tung e se refugiaram na ilha. Contudo, Pequim considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso de força para assumir o controle.

Washington não reconhece oficialmente Taiwan, porém é seu principal suporte militar.

Estabilidade na aliança

Durante a chamada com Putin, o líder chinês afirmou que “desde o começo do ano, o cenário internacional tem se tornado cada vez mais instável”, conforme divulgado pela CCTV.

“Ambos os países devem garantir que a relação entre China e Rússia continue estável e no caminho certo, por meio de uma coordenação estratégica mais profunda”, destacou o presidente chinês.

Xi acrescentou que como “membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia têm o dever de incentivar a comunidade global a defender justiça e equidade e preservar a estabilidade estratégica mundial”.

Desde a invasão russa na Ucrânia em 2022, Rússia e China fortaleceram seus vínculos econômicos, diplomáticos e militares, buscando mostrar uma frente unida.

Na conversa, Putin declarou que, “em meio à crescente instabilidade, a aliança entre Moscou e Pequim é um importante fator de estabilidade”, conforme vídeo divulgado pelo governo russo.

Xi e Putin já haviam trocado cumprimentos de Ano Novo em 31 de dezembro, após se reunirem em setembro na capital chinesa. Em maio, Xi visitou Moscou.

Atualmente, a China é um parceiro comercial essencial para a Rússia, sendo o maior comprador mundial de hidrocarbonetos em um mercado severamente restringido pelas sanções ocidentais contra Moscou devido ao conflito ucraniano.

A videoconferência entre Xi e Putin ocorreu no momento em que os Estados Unidos indicam estar mais próximos de um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia.

Representantes da Rússia e da Ucrânia iniciaram nova rodada de negociações em Abu Dhabi, com participação de enviados dos Estados Unidos.

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