Brasil
Zema critica relação suspeita entre ministros do STF e Banco Master
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou duramente as possíveis ligações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, que está sendo investigado por um esquema fraudulento de títulos de crédito estimado em R$ 12 bilhões.
Durante o programa ‘Café com Política’, do portal O Tempo, Zema mencionou que membros do alto escalão do governo, do Judiciário e do Legislativo podem estar facilitando essas conexões para favorecer interesses privados.
“É fundamental que as pessoas que ocupam cargos públicos atuem para servir a sociedade, e não para obter benefícios pessoais”, enfatizou o governador.
Ele ainda destacou decisões e situações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que foram citados em reportagens recentes sobre o caso.
Decisões e conexão questionadas
A conduta do ministro Alexandre de Moraes foi colocada em xeque quando se revelou que o escritório de advocacia de sua esposa prestou serviços ao Banco Master, enquanto a instituição enfrentava problemas regulatórios. As reportagens também mencionaram contatos entre o ministro e o presidente do Banco Central em um momento delicado para o banco, levantando suspeitas de conflito de interesses.
Quanto ao ministro Dias Toffoli, ele foi responsável por decisões no STF relacionadas ao banco, incluindo o manejo de processos sob sigilo, o que gerou dúvidas de parlamentares e especialistas quanto à transparência e limites da atuação da Corte.
Um escândalo que merece investigação
Comentando os casos, Zema afirmou ser inaceitável que familiares de autoridades recebam vantagens financeiras ligadas a decisões públicas.
“Quando um cônjuge presta serviços, ganha altos valores mensais e depois tenta favorecer a instituição envolvida, isso representa a mais grave forma de comportamento impróprio e precisa ser devidamente investigado”, declarou o governador.

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