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Economia

Zema critica supostas relações impróprias entre ministros do STF e Banco Master

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), qualificou como “impropriedade” as alegadas conexões entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, que está sob investigação devido a um esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito suspeitos, com valor estimado em R$ 12 bilhões.

As observações foram feitas durante sua participação no programa ‘Café com Política’, do portal O Tempo, na terça-feira (13). Sem mencionar nomes específicos, Zema sugeriu que membros de “altos escalões do governo federal, do Judiciário e do Legislativo” estariam ajudando a facilitar contatos para favorecer interesses privados.

“O que o Brasil precisa é de pessoas no setor público comprometidas em servir à população, e não em obter benefícios pessoais”, declarou.

Logo em seguida, o governador destacou decisões e situações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citados em reportagens do Estadão relacionadas ao caso.

Decisões e relações sob escrutínio

A conduta de Moraes tem sido questionada após revelações de que o escritório de advocacia de sua esposa prestou serviços ao Banco Master enquanto a instituição enfrentava investigações de órgãos reguladores. Também foram apontados contatos do ministro com o presidente do Banco Central em um momento delicado para o banco, suscitando críticas quanto a possíveis conflitos de interesse.

No que diz respeito a Toffoli, ele foi responsável por decisões no STF relacionadas ao banco, incluindo processos que tramitam sob sigilo. A maneira como esses processos foram conduzidos e a concentração das decisões na Suprema Corte levantaram dúvidas por parte de parlamentares e especialistas jurídicos sobre a transparência e os limites da atuação do Supremo.

Um escândalo que merece investigação

Ao comentar os fatos, Zema adotou um tom firme, afirmando que em outros países, situações envolvendo familiares de autoridades e instituições sob influência de decisões públicas seriam consideradas graves escândalos.

“Colocar um cônjuge para prestar serviços, receber pagamentos milionários e depois tentar favorecer essa instituição é, na minha visão, um comportamento inaceitável em alto grau. Trata-se de um escândalo que precisa ser devidamente investigado”, disse ele se referindo à situação envolvendo Moraes.

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