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Zema estende segurança policial para ex-governadores

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Às vésperas de renunciar para disputar a corrida presidencial, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ampliou a oferta de proteção policial a ex-governadores após o término de seus mandatos. A medida, divulgada no Diário Oficial no último dia 30, estende o tempo de cobertura e inclui familiares e pessoas próximas, desde que haja justificativa de interesse público.

O decreto também reorganiza o Gabinete Militar do Governador, responsável pela segurança das autoridades. Além de garantir proteção física, as equipes passam a zelar pela integridade moral e institucional dos governantes, assegurando o funcionamento das instituições, a estabilidade política e a ordem pública.

Conforme o novo regulamento, a proteção para ex-governadores será oferecida por até dois anos após o mandato, com possibilidade de renovação por mais dois anos, mediante aprovação do governador em exercício, observando o limite até o final do próximo mandato. Anteriormente, o benefício durava um ano, renovável.

A composição das equipes de proteção está detalhada: três policiais militares por turno – um oficial, com posto máximo de major, e dois praças –, organizados em escala que permite revezamento. A coordenação segue a cargo da Superintendência de Segurança e Inteligência do Gabinete Militar.

Essa atualização ocorre quatro meses antes do prazo de descompatibilização gerado pela Justiça Eleitoral, que Zema deve cumprir para concorrer à presidência. Ao renunciar, passa o comando a seu vice, Matheus Simões, recém-filiado ao PSD e pré-candidato ao governo estadual.

Zema mantém sua estratégia de atuação nacional apesar da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para suceder o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso e inelegível. O governador mineiro é cogitado para concorrer a vice em uma chapa articulada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e liderada pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Além deles, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também busca a candidatura presidencial, enfrentando resistência dentro da federação União-PP, que prefere indicar para a disputa o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Contudo, ele sinaliza intenção de disputar a reeleição estadual.

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