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Prisão de vereador do PL por estupro vira prisão preventiva

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A prisão temporária do vereador do Partido Liberal (PL) Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira, foi convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (3/12). Ele enfrenta acusações de estupro e também está sendo investigado por posse de imagens relacionadas a abuso sexual infantil.

O parlamentar de Piracicaba, cidade no interior do estado de São Paulo, está detido desde 9 de outubro, depois que seis mulheres o denunciaram por crimes sexuais, incluindo importunação e estupro, que teriam ocorrido entre 2015 e 2018, conforme decisão judicial obtida pelo Metrópoles.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso está sob investigação da Delegacia Seccional de Piracicaba. O inquérito policial foi aberto em 2022, mas até o momento o vereador Cássio ainda não foi ouvido. Seu celular foi apreendido para ajudar nas investigações.

Defesa alega inocência

O advogado José Osmir Bertazzoni, que representa o vereador Cássio, declarou ao Metrópoles que as imagens relacionadas a abuso infantil foram enviadas ao parlamentar como denúncia contra outra pessoa. Cássio teria informado o fato à Câmara Municipal e afirmou que faria a denúncia, o que levou à busca e apreensão de seu celular.

Segundo o defensor, o mal-entendido foi esclarecido no inquérito, que corre em segredo de justiça, e não resultou em consequências judiciais. A defesa expressou surpresa pela utilização desse episódio contra o parlamentar nesta fase do processo.

José Osmir Bertazzoni destacou que Cássio não tem ligação com o material encontrado e afirmou que ele está sendo alvo de perseguição por motivações políticas, reiterando a confiança na comprovação da inocência do vereador ao final das investigações.

Suspensão do salário e ação judicial

Dois dias após a prisão, o vereador Cássio Fala Pira foi afastado do cargo na Câmara Municipal, decisão que implicou na suspensão de seu pagamento, medida tomada pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Rerlison Rezende (PSDB), e não pelo Judiciário.

Em resposta, Cássio entrou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) requerendo a retomada do pagamento do salário parlamentar, incluindo valores retroativos corrigidos. O Ministério Público do Estado preferiu não se manifestar, citando ausência de interesse público.

Na última sexta-feira (28/11), o juiz Wander Pereira Rossette Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Piracicaba, não concedeu liminar para o restabelecimento imediato do salário, adiando a análise do pedido. Enquanto isso, o vereador Cássio permanece detido sob prisão temporária.

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