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Ministro de Energia de SP vai pedir fim do contrato com Enel

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Após encontro com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), declarou nesta terça-feira (16/12) que irá solicitar o fim do contrato com a Enel, empresa responsável pela distribuição de energia na Região Metropolitana.

A companhia enfrenta críticas constantes de Tarcísio e Nunes pelos problemas na restauração da energia em residências afetadas pelas fortes rajadas de vento que atingiram a região na semana passada.

Ricardo Nunes e Tarcísio se reuniram com o ministro para discutir a situação da concessão da Enel, que é de responsabilidade da União. Ambos têm feito várias críticas públicas à empresa e defendem a intervenção federal.

Após as fortes ventanias da última quarta-feira (10/12), mais de 2,2 milhões de imóveis ficaram sem energia. Sete dias depois, mais de 28 mil casas ainda permanecem sem luz.

Na sexta-feira (12/12), prefeito e governador abordaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento, pedindo atenção para o problema. O presidente afirmou que solicitariam a atenção do ministro Alexandre Silveira.

“Falei que as pessoas estão sofrendo e que eu tinha certeza de que, assim como eu e o Tarcísio, ele também sente a dor dessas pessoas”, disse Nunes sobre a conversa.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a Enel não cumpriu um acordo para realizar cerca de 282 mil podas de árvores na cidade, tendo feito apenas 11% até 15/12. A prefeitura, por sua vez, realizou 162 mil podas e 13 mil remoções com suas equipes, além de aumentar em 32% o time de manejo de árvores para 2025.

O relacionamento entre o ministro e as autoridades paulistas tem sido tenso desde que Silveira indicou a possibilidade de renovar a concessão da Enel, que terminará em 2028.

Há mais de um mês, Silveira disse que o contrato poderia ser mantido mesmo com as críticas públicas de Nunes e Tarcísio. O prefeito rebateu: “Ministro, quem está chorando é a população… É inaceitável que uma empresa cause tanto sofrimento à população”.

O ministro afirmou que não há politização na decisão e que o governo federal busca manter clareza para atrair investimentos.

A concessão da Enel atende cerca de 8 milhões de pessoas em São Paulo e municípios vizinhos. O ministro ressaltou que todas as melhorias exigidas pelo governador Tarcísio estão contempladas no novo contrato.

Além do prefeito e do ministro, houve tensão com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que criticou o governador e afirmou que o apagão está sendo usado para transferir a responsabilidade ao governo federal.

Tarcísio declarou que a competência sobre a concessão é exclusiva do governo federal, enquanto Gleisi lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro havia privatizado a Eletrobras, principal empresa que poderia assumir a distribuição em São Paulo.

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