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Arruda reforça o PSD no DF e promete mudança no partido

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O ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda, declarou nesta terça-feira (20) que sua entrada no Partido Social Democrático (PSD) trouxe novo vigor para a legenda. Segundo ele, o diretório local estava sem um direcionamento político claro.

Arruda, que teve sua prisão e envolvimento em vídeo recebendo dinheiro no escândalo do mensalão do DEM, ingressou no PSD em dezembro durante uma cerimônia com a presença do presidente do partido, Gilberto Kassab, com a intenção de candidatar-se novamente para governar o Distrito Federal.

“O PSD de Brasília estava sem um plano definido. Nacionalmente, o partido tem uma estrutura sólida. Veja o sucesso do governador Ratinho Júnior no Paraná. Foi o partido que mais elegeu prefeitos. Kassab é um líder brilhante”, afirmou em entrevista ao portal Poder360.

Arruda criticou ainda a atual administração do governador Ibaneis Rocha (MDB), sobretudo a operação envolvendo a compra de ativos do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Conforme divulgado pelo Estadão, caso sua candidatura seja confirmada e ele esteja apto, enfrentará como principal adversária a vice-governadora Celina Leão (PP).

“Este é o momento mais difícil da história de Brasília. O BRB sempre foi vital para o desenvolvimento da região. Agora está no centro da maior fraude bancária do país, adquirindo R$ 12,7 bilhões em títulos deteriorados, sofrendo um prejuízo estimado em R$ 4,5 bilhões. Corremos sério risco de perder nosso banco”, declarou.

Arruda saiu do Partido Liberal (PL) depois que o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, indicou que ele poderia concorrer apenas à Câmara dos Deputados. Ele também discutiu uma possível transferência partidária com dirigentes do Avante.

Condenação

Arruda teve mantida pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma condenação por improbidade administrativa referente ao seu governo no DF (2007-2010). Isso tornaria o político inelegível por oito anos. Contudo, uma nova lei aprovada pelo Congresso e sancionada parcialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode permitir que ele tenha direitos políticos retomados.

A mudança altera o cálculo da inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa, passando o prazo de oito anos a ser contado a partir de momentos específicos, como condenação por órgão colegiado ou decisão que implique perda do mandato, não mais ao final da legislatura. Na prática, isso anteciparia o início da contagem e reduziria o tempo total afastado da política.

Apesar disso, o presidente vetou a aplicação retroativa da nova regra, que valeria só para condenações futuras, evitando a liberação automática de candidatos atualmente barrados.

Na entrevista ao Poder360, Arruda manifestou confiança de que sua candidatura será aprovada. “Esse assunto está resolvido. A lei aprovada e sancionada diz que o prazo de oito anos começa na decisão de segundo grau, que no meu caso foi em 2014, logo, venceu em 2022”, afirmou.

Ele também explicou que a lei sancionada determina que o total de inelegibilidade em casos de improbidade administrativa não pode superar 12 anos.

“Se surgirem mais condenações, o prazo expiraria antes dos registros das candidaturas. A lei me torna elegível, independentemente de artifícios para me barrar no tapetão”, declarou.

A defesa de Arruda, representada pelo advogado Paulo Emílio Catta Preta, informou que a inelegibilidade do ex-governador termina em 9 de julho de 2026. A primeira condenação ocorreu em 9 de julho de 2014, então o prazo de oito anos já teria expirado, e o limite de 12 anos se encerraria em 2026.

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