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Zema propõe exame obrigatório para novos médicos, semelhante ao da OAB

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quinta-feira, 22, durante sua primeira sabatina como pré-candidato à Presidência da República, a criação de um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, similar ao conhecido exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O evento foi promovido pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, que iniciou uma série de debates com candidatos à Presidência. Zema foi o primeiro participante.

“Sou adepto de qualquer avaliação que demonstre a capacidade técnica de uma pessoa. No Brasil, já existe o exame da OAB no setor jurídico. Acredito que esse modelo, se adotado para outras profissões, possa ser benéfico, pois confirma que o profissional possui o conhecimento mínimo necessário”, afirmou.

Para o governador, essa exigência é ainda mais crucial na área da saúde. “Um advogado incompetente pode causar prejuízos significativos, mas um médico despreparado pode colocar vidas em risco”, afirmou.

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional propostas para tornar obrigatório o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) para que novos médicos obtenham registro junto aos conselhos regionais de Medicina. Dois projetos legislativos estão mais avançados, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal.

As declarações do pré-candidato ocorrem após a realização da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), em 2025, que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país.

Dentre esses, 243 cursos tiveram desempenho considerado satisfatório, alcançando uma proficiência mínima de 60% dos estudantes formandos. Outros 107 cursos foram avaliados com desempenho insatisfatório, e um curso não foi avaliado devido ao número insuficiente de inscritos.

Os resultados foram divulgados pelo Ministério da Educação em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 19, que contou com a presença do Ministério da Saúde.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Estadão, é esperado que Zema deixe o cargo de governador até 22 de março para concorrer à Presidência da República, conforme determina a legislação eleitoral que exige a desincompatibilização de ocupantes de cargos no Executivo que tenham interesse em disputar outro cargo político, com prazo estipulado em seis meses antes da realização das eleições.

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