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Economia

PF adia depoimentos de ex-sócio de banco em investigação

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A Polícia Federal adiou os depoimentos de três investigados no inquérito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades em transações financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição dessa instituição pelo Banco de Brasília (BRB). As oitivas, inicialmente programadas para esta terça-feira, foram canceladas.

Não prestaram depoimento Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Ângelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. No caso de Ângelo e Augusto, ambos optaram por permanecer em silêncio, alegando que não tiveram acesso completo aos documentos do inquérito, o que motivou o cancelamento por parte da delegada responsável.

O único depoimento realizado na data foi o de Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos e Tecnologia do Banco Master. A audiência durou menos de 40 minutos. Segundo o advogado Augusto Botelho, na saída do Supremo Tribunal Federal (STF) onde o depoimento ocorreu, Bull colaborou plenamente com as autoridades.

— Respondeu todas as perguntas feitas pelas autoridades policiais, pelo Ministério Público e pelo juiz instrutor do Supremo Tribunal Federal, demonstrando disposição para ajudar nas investigações — declarou o advogado.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de gestão fraudulenta, administração temerária e organização criminosa relacionadas à venda de carteiras de crédito consideradas inválidas do Banco Master para o BRB, nas operações que envolvem um valor superior a R$ 12 bilhões.

Os investigados estão sendo convocados para prestar depoimentos baseados nas evidências obtidas pela Polícia Federal durante as duas fases da operação, realizadas em novembro de 2025 e janeiro deste ano. O inquérito é acompanhado pelo STF e está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

No dia anterior, Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, também exerceu o direito ao silêncio durante seu depoimento à Polícia Federal. Algumas audiências foram temporariamente suspensas após pedidos das defesas, que solicitaram acesso completo às provas.

As investigações começaram na Justiça Federal de primeira instância e foram levadas ao STF após a apreensão de um contrato envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e um deputado federal, o que conferiu prerrogativa de foro. O processo também envolve o colapso financeiro do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central no ano anterior.

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