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Chefe da fronteira de Trump vai manter combate à imigração em Minneapolis

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O enviado do presidente Donald Trump para a fronteira declarou nesta quinta-feira (29) que continuará a intensificar as ações contra a imigração em Minneapolis, mas revelou que há um plano em desenvolvimento para diminuir o número de agentes federais na cidade localizada no norte dos Estados Unidos.

Tom Homan, representante presidencial que chegou há poucos dias, fez sua primeira declaração pública em Minneapolis, que vem enfrentando protestos contra a detenção de imigrantes sem documentos, eventos em que dois americanos perderam a vida em confrontos com agentes federais.

Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, faleceu em um confronto no sábado com membros da Patrulha de Fronteira (CBP), e Renee Good, também com 37 anos e mãe de três filhos, foi morta a tiros dentro do seu carro por um agente do ICE (Serviço de Imigração) em 7 de janeiro.

Cerca de três mil agentes encarregados do combate à imigração ilegal foram enviados para Minneapolis, a maior cidade de Minnesota, contudo, Homan explicou que a equipe dele está trabalhando em um plano para reduzir esse efetivo.

“Vamos garantir a realização de operações direcionadas e enfatizo: não abandonaremos nossa missão. Apenas a realizaremos de maneira mais eficiente”, afirmou.

Ele destacou ainda a importância da cooperação das autoridades estaduais, cujo governo é dominado pelo partido Democrata.

Steven Gagner, designer de joias de 41 anos que mora em Minneapolis, mostrou-se descrente quanto à redução do efetivo.

“Só acredito vendo, porque esse governo já demonstrou várias vezes que não é confiável”, declarou à AFP. Como integrante de uma rede cidadã que monitora e grava ações do ICE em seu bairro, ele relatou que as operações aumentaram nos últimos três dias.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou fortemente a presença dos agentes federais mascarados, chamando-a de “invasão à nossa democracia”, e recordou que Trump o acusou recentemente de “brincar com fogo”.

Homan afirmou que Trump reconheceu que “melhorias eram possíveis e necessárias” e garantiu que agentes que agirem de forma inadequada serão punidos conforme os protocolos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu moderação às autoridades americanas para evitar tragédias envolvendo manifestantes em declarações feitas em Nova York.

Os dois agentes envolvidos na morte de Pretti foram suspensos como parte do procedimento padrão, segundo porta-voz da CBP.

Homan prometeu continuar o diálogo com autoridades locais e justificou a política do governo republicano afirmando que os Estados Unidos têm agora a fronteira mais segura de sua história.

Questões envolvendo a atuação dos agentes federais geram preocupação. Um agente teria tentado entrar no consulado do Equador em Minneapolis, conforme informou o governo equatoriano, que apesar de aliado dos EUA, emitiu nota de protesto.

Segundo porta-voz do ICE, Jorge Miguel Bravo Uriles, estrangeiro ilegal do Equador, com condenações por dirigir alcoolizado e acusações de agressão sexual e física, fugiu durante uma operação.

Ele garantiu que agentes do ICE não invadiram o consulado, que teria protegido o estrangeiro que representa risco à segurança pública. Jorge Miguel Bravo Uriles permanece foragido.

Em Washington, membros do partido Democrata ameaçam bloquear recursos orçamentários se não forem feitas reformas para conter as operações de estilo militar das agências de imigração.

A situação também é alvo da justiça. Um juiz federal em Minnesota suspendeu temporariamente a detenção de refugiados que vivem legalmente no estado mas ainda não têm residência permanente.

Outro magistrado federal observou que o ICE provavelmente violou mais ordens judiciais em janeiro de 2026 do que várias agências federais em toda a sua história.

A senadora do Maine, Susan Collins, postou na rede X que o ICE, que havia iniciado operação no estado, suspendeu suas atividades.

Sobre a morte de Alex Pretti, um vídeo divulgado por emissoras americanas — que a AFP não pôde autenticar — mostra um confronto violento anterior entre ele e agentes federais, no qual Pretti danifica a lanterna de um veículo a chutes, cerca de dez dias antes de seu falecimento.

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