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Celulares proibidos nas escolas aumentam foco no aprendizado, diz Ministro

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Ministro da Educação do governo federal, Camilo Santana (PT-CE), afirmou que a proibição do uso de celulares nas escolas de ensino básico, públicas e privadas, melhorou a concentração dos estudantes nas atividades escolares. Esta regra começou a valer em janeiro do ano passado.

A fala do ministro foi feita durante um pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, no domingo à noite (8), com duração de 5 minutos e 41 segundos.

“Os alunos voltam à escola com maior foco e interação no aprendizado. Depois de um ano da decisão brasileira de limitar o uso do celular dentro das escolas, os resultados já são visíveis. A medida visa proteger os estudantes e aprimorar a atenção às aulas. Agora, celulares e tecnologias são usados apenas como ferramentas educativas dentro da sala de aula”, declarou o ministro.

Além disso, Camilo Santana ressaltou os progressos tecnológicos na educação básica. Conforme ele, 96 mil escolas em todo o Brasil possuem conexão à internet adequada para fins educacionais.

“O governo ampliou bastante o acesso à internet nas escolas públicas, que aumentou de 45% em 2023 para 70% em 2026. Atualmente, 96.000 escolas atendem aos parâmetros necessários de conectividade para educação. Esse é um exemplo do avanço na educação brasileira nos últimos anos”, completou.

Durante seu discurso, o ministro também mencionou as obras realizadas pelo governo desde 2023. Já foram concluídas ou estão em andamento mais de 8 mil construções, incluindo unidades escolares, creches e quadras esportivas.

“Desde 2023, mais de 2.250 unidades escolares e infraestruturas associadas foram entregues à população. Obras paradas foram retomadas, e mais de 6.000 estão em andamento”, contou.

Outro destaque foi o índice de alfabetização, que quase dobrou, passando de 36% em 2023 para 60% em 2024.

O reajuste do piso salarial dos professores da rede pública básica também foi citado. Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a medida que eleva o salário dos professores de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 neste ano.

Camilo Santana deu ênfase ainda aos benefícios oferecidos aos profissionais da educação, mencionando mais de 9.000 cursos de formação gratuitos, vales para compra de computadores e bolsas para estudantes de licenciatura.

Ao final, o ministro comentou outras conquistas da atual administração como o programa Pé de Meia, que beneficia quase 6 milhões de alunos, a redução de metade no desconto escolar e o aumento das matrículas na educação especial social.

Para este ano, está previsto o reajuste de 55% na merenda escolar e a entrega de mais de 240 milhões de livros nas escolas públicas através do Programa Nacional do Livro do Brasil.

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